ESTOU completando 33 anos de criação e publicação sem interrupção na nossa tribuna CHECK-UP. Puxa, como o tempo passou rápido! Lembro muito bem naquele dia do ano de 1978, quando o jornalista e amigo Carlos Alberto de Araujo Faria, fundador do Jornal A RUA, puxou-me pelo braço e disse: “...retrate as coisas mais importantes da nossa região, faça um check-up dos acontecimentos...”.
PRONTO! A partir daquele momento não parei mais, retratei muitos fatos e curiosidades deste longo período. Fiz muitas viagens em função de meu trabalho como radialista esportivo, inclusive a participação ao vivo em sete Copas do Mundo. Nunca mais esqueci a imagem de Faria com seu talento e percepção de jornalista consagrado e experiente. Foi um mestre na arte da comunicação, um exemplo de profissional.
OUTRO dia fui questionado para transcrever num livro as minhas memórias calcadas nestes 33 anos de CHECK-UP. Todo este trabalho está publicado nos jornais osasquenses: A RUA, O GRANDE OSASCO e CORREIO PAULISTA. Mais ou menos o total de laudas publicadas ultrapassam 1600. Sem dúvida, para condensar todo este material não será nada fácil. Entretanto, a idéia está ai e quem sabe para muito breve iremos convertê-la em memórias.
HOJE passados tantos anos, e com minha experiência de tantas viagens internacionais, fico satisfeito em ver espalhadas por todos os cantos, tantas escolas de aprendizagem do idioma inglês. Pela moderna globalização não se admite mais um jovem que não entenda este idioma. Nestes anos todos, senti na pele as dificuldades de comunicação, especialmente pelo fato de não dominar bem este idioma.
QUANDO você está no exterior, ninguém vai ficar preocupado se você entendeu ou não, ao contrário, viram as costas e a encrenca fica nos nossos ombros. Mais recentemente na África do sul, na cobertura da última Copa, a nossa turma era composta por oito jornalistas, entre Osasco, Salvador e Feira de Santana da Bahia.
POR lá ficaríamos por um longo período, de quase sessenta dias, e alugamos uma casa na periferia de Joanesburgo e também uma Van, para os deslocamentos. Em primeiro lugar chegamos na casa (espécie de um condomínio fechado), havia por conta do “pacote” uma empregada que somente falava o idioma zulu, daí...
TRANSITAR pela cidade de Joanesburgo (mão inglesa) onde tudo é ao contrário do nosso sistema é muito complicado. A direção ao contrário, parece que a todo momento estamos na contramão. É um sufoco. Ninguém queria assumir este encargo. Tentamos contratar um motorista e por US$ 1.500, conseguimos por 40 dias um simpático sul africano.
ENTRETANTO nem tudo estava perfeito. O nosso motorista falava zulu (um dos muitos dialetos da África do Sul) e arranhava o inglês. Imagine a situação, todos os dias, oito jornalistas numa Van, sendo conduzidos por um “estranho” que não falava e nem entendia o nosso idioma.
TODOS os dias pela manhã, fazia as minhas caminhadas pelo residencial e numa manhã encontrei com um pedreiro e o cumprimentei dando um “bom dia” e curiosamente ele respondeu “bom dia”. Em seguida indaguei se ele falava português e fez um gesto afirmativo balançando a cabeça e acompanhado de um largo sorriso.
NA verdade o meu novo amigo era de Moçambique, ex-colônia de Portugal e além de falar bem o nosso idioma, também entendia muito bem o “zulu”. Pronto, acho que encontrei a fórmula de comunicação com o nosso motorista africano. Fiz uma cartolina com todas as necessidades escritas em português e zulu para os mais variados lugares que precisávamos trabalhar, tipo ir ao hotel da Seleção Brasileira de Futebol, e assim por diante. Pronto! A comunicação estava momentaneamente resolvida. Ufa! Foi um sufoco...
DEPOIS de quarenta dias, o nosso amigo motorista africano, já alimentava a idéia de vir trabalhar no Brasil. Até mesmo algumas expressões como “tudo bem” ele já falava, e quando nos despedimos deste jovem simpático no aeroporto, até mesmo uma lágrima rolou de seus olhos ávidos e umedecidos. Foi a comunicação que mais uma vez nos uniu.
NA Copa do Mundo no Japão e na Coréia do Sul, especialmente neste último país, a comunicação era uma “barra”. Especialmente em Ulsan no interior da Coréia, onde a Seleção Brasileira ficou em preparação. Para comer era um martírio, pois além de não conhecermos nada da alimentação coreana, também não conhecíamos nenhuma palavra.
POR lá mais uma vez a improvisação foi importante para nós brasileiros. Alugamos celulares e conseguimos algumas pessoas que falavam espanhol e coreano, assim na hora das dificuldades fazia-se uma operação triangular. Quando por exemplo, fomos alugar um carro, a nossa comunicação foi facilitada pelo nosso amigo espanhol, que por sua vez falava coreano. Não foi nada fácil...
APENAS alguns exemplos mostram claramente as incríveis dificuldades que enfrentamos no exterior, no que diz respeito à comunicação. Certamente, que ao instante que alguém fala bem o inglês as coisas, via de regra, são facilitadas. Portanto, não se descuide, aprenda inglês se pretende rodar este mundo afora...
AO longo desta última semana o prefeito Rubens Furlan declarou à Rádio Terra, que sua solicitação ao Governo do Estado para a criação de um Trem Expresso entre Pinheiros e Barueri, foi atendida, com paradas em Osasco e Carapicuíba. O tempo previsto entre Barueri e Pinheiros, será de 20 minutos e a novas linhas serão adaptadas ao lado das atuais existentes. É uma boa...