quinta-feira, 26 de maio de 2011

DE vez em quando, dependendo dos lugares que necessito ir à cidade de São Paulo, deixo meu carro nas imediações da Estação de Osasco e vou de trem até a Estação Júlio Prestes. O tempo de demora, gira em torno de vinte e cinco minutos e claro neste meio de transporte você se vê livre do congestionamento.
ESTOU na região Oeste, mais especialmente em Osasco e Barueri, há mais de 70 anos. Portanto, tenho acompanhado com muito interesse não somente o conjunto de nossa região, mas especialmente tudo que diz respeito ao deslocamento de pessoas.
DESDE pequeno, lá pelos anos 50, para ir a São Paulo, ou você apanhava o subúrbio da saudosa Sorocabana ou encarava os velhos ônibus da Viação Guerra, e em seguida os “Papa Filas”, uns monstrengos que há alguns anos fui revê-los em Havana, a envelhecida capital de Cuba.
ESTUDEI na Escola Técnica de são Paulo de 1950 a 1954, e ao longo de quatro anos e todo santo dia, tinha que ir e voltar. Os trens demoravam muito tempo. A regularidade de horários era precário e somente de hora em hora (e olhe lá...), podia-se viajar. Já naquela oportunidade nos horários de pico, os trens sempre superlotados.
COM o passar do tempo, as nossas cidades foram crescendo e crescendo, forçadas por serem cidades dormitórios e sede de grandes empresas industriais. Desde 1895 – portanto há 116 anos -, a estação de Osasco no Km 16, doado por Antonio Agú, os trens começaram a parar aqui, embora nesta época não houvesse trens especialmente para passageiros.
NO início eram apenas trens de carga, mas com a pressão dos moradores, surgiram os trens de passageiros. O fato curioso é que como os trens de passageiros eram poucos, às vezes, por necessidade de horário, as pessoas viajavam nos trens de carga, o que era permitido pela Direção da Estrada de Ferro. Imagine que o sufoco vem de bem longe...
A cidade de Osasco cortada pelo Rio Tietê, assim a zona sul era de um lado e a zona norte de outro. O detalhe que a ligação entre estes locais era feita por uma balsa, presa num cabo de aço. Quando chovia forte, era comum esta balsa ser arrastada pelas águas das chuvas. Depois vieram as pontes de tambores, não é bom nem lembrar, outra aberração que passou para a história.
ERA uma técnica militar, este sistema de travessia. Vários tambores presos por cabos de aço e uma precária plataforma para os pobres pedestres atravessarem, de Presidente Altino até a Vila São José. Também eram vulneráveis com as chuvas fortes e não rara vezes, tive que ficar do lado de cá, pois residia no Rochdale.
EM síntese a melhoria dos meios de transportes em nossa região sempre foram lerdos e esquecidos, pelas autoridades. Já era hora de todos nós sermos presenteados por um moderno sistema de metrô. Chega de camuflar os nossos trens em metrô. A Estação de Osasco está em reforma há muito tempo, prá não dizer que suas obras estão literalmente paralisadas, até parece obra para Copa do Mundo no Brasil!
TUDO por ali é na base do improviso. Velhas e precárias escadas de acesso, imagino os aposentados subindo aqueles monstrengos. Na hora da chegada do trem, todos literalmente lotados. Até agora não vi NINGUÉM que nos represente na qualidade de deputado, que incitasse um movimento pra valer e conseguir pelo menos uma “proposta” de viabilidade para a nossa região, que soma quase três milhões de pessoas.
O que todos tem que entender, que o nosso crescimento é bem maior do que a capacidade de realizar obras. Lembro que há anos o Governo Estadual disse que a realização do Corredor Oeste (Itapevi - Osasco ), seria a salvação da “lavoura”. Que nada... Há trechos prontos (Barueri) e outros abandonados.
ATÉ mesmo a Rodovia Castelo Branco passou a ser a grande “avenida” da região, inclusive com as “rápidas” instalações de pedágios (estas obras são perfeitas e não atrasam nunca!!!). Não adianta tapar o sol com peneira, até a rodovia em determinadas horas na nossa região, vira um congestionamento só... 
TENHO viajado bastante por este mundo. Tenho visto muitas tranqueiras, mas também tenho visto grandes e audaciosas obras, para tentar resolver o grave problema de deslocamento humano. Creio que chegou a hora de pensar grande, pensar em soluções modernas, por exemplo, que venha o METRÔ pra valer, para nossa região e chega de enrolar... e grandes avenidas para suportar a demanda.
FOI em 1928 que surgiu o primeiro conjunto musical em Osasco: o Jazz Band Galo Preto. Seus fundadores Umberto de Lucia (saxofonista) e Chiquinho Pavão. Este conjunto musical teve a duração de 28 anos e foi famoso. Em 1954 surge a Corporação Musical de Santo Antonio, que alguns dizem que tocavam em troca de churrasco e cerveja. Não esquecer, da Orquestra de Toni Durian e seus Big Boys, sucesso em todo Brasil, nos anos 50.
O prefeito Rubens Furlan, super entusiasmado com o retorno do Grêmio Barueri no Campeonato Brasileiro da série B, disse que teremos uma grande equipe ainda este ano. É bom lembrar que a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmite ao vivo todos os jogos do Grêmio Barueri.
ANOTE para não esquecer: Nesta sexta-feira às 21 horas da Arena Barueri: Grêmio Barueri x Bragantino e na próxima terça-feira, 31, direto do Recife: Sport Recife x Grêmio Barueri, com Adriano Zini, Toni Marchetti e este amigo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O mundo está ficando cada vez mais globalizado. Vendemos e compramos mercadorias de todas as partes. A comunicação passa a ser um instrumento vigoroso e primoroso para nos entendermos. Na maioria das vezes o idioma inglês é o mais usado, entretanto, há casos em que a coisa fica muito complicada.

NO ano de 2002, fiquei quase dois meses com a Equipe Furacão de Esportes na Coréia do Sul, na cobertura da Seleção Brasileira de Futebol na Copa. O Brasil treinado pelo Luiz Felipe Scolari escolheu como sua sede, a pequena cidade de Ulsan, situada a mais de 600 quilômetros da capital Seul.

NESTA cidade ficamos quase um mês, lado a lado dos preparativos da nossa Seleção. Ulsan tem aproximadamente 1 milhão de habitantes e a maioria da sua gente, todos ou quase todos, trabalham nas empresas do grupo Hyundai, que inclusive bancou a construção do estádio, onde o Brasil estreou.

PELA sua posição geográfica e bem distante da capital, Ulsan mantém bastante as suas raízes e cultura milenar. Todos os dias há dois barcos grandes que fazem a travessia do mar do Japão, entre Ulsan na Coréia até Hiroshima no Japão, num tempo estimado de quase três horas.

CONFESSO que trago gratas lembranças desta cidade e de seu povo, bastante gentil e fidalgo. O grande problema em viver um bom período neste lugar, sem dúvida, foi comunicação. Eles só falam o coreano e nada mais, de nossa parte o português e arranhamos o inglês. Daí...não dá liga.

NA base da mímica resolvíamos boa parte de nossos problemas, mas quando chegava a hora de comer o “bicho pegava”. Tudo ou quase tudo que eles comem, nós não comemos por aqui e vice versa. A base da alimentação na Coréia é uma farinha de peixe, que serve como base para todos os pratos, na verdade são cumbucas de barro, cujo cheiro é de doer os miolos.

LEMBRO bem que numa noite, nós da Furacão e mais dois companheiros do rádio baiano, com uma fome de “leão”, resolvemos jantar num restaurante, até bastante luxuoso, bem no centro da cidade de Ulsan. Entramos e as garçonetes coreanas com trajes típicos e com largo sorriso, nos encaminharam para uma mesa bem de canto.

AQUI teve início a “encrenca” da comunicação. Pedir o que? Feito do que? Cada um de nós recebeu o menu todo escrito em coreano, na verdade é um bocado de risquinhos. Todos seriamente observavam o menu e alguém fazia a clássica pergunta: “... e aí o que vamos comer?” Certamente ninguém tinha a resposta...

O repórter da Equipe Furacão, Toni Marchetti, procurou usar a velha técnica de examinar o que as demais mesas tinham em matéria de comida e claro para quem sabe, depois de apreciar, chamar o garçom e pedir o mesmo, com um gesto de dedo, mas até mesmo o experiente Marchetti sucumbiu diante daqueles pratos exóticos.

CONCLUSÃO óbvia que todos chegamos, vamos ter que jogar no “bicho” e torcer para dar certo. Não deu outra, cada um colocava o dedo no cardápio e dizia ser aquele que gostaria de jantar. A rigor ninguém sabia nada, absolutamente nada, daquilo que havia pedido. Foi mesmo uma loteria. Era aguardar e torcer. O tempo passou...

LÁ pelas tantas, vem uma “equipe” de coreanos com os pratos por nós sorteados e um deles pegava uma cumbuca e dizia, imagino, que perguntava em coreano de quem era aquela escolha. Foi uma zona na mesa, ninguém queria aquela esquisita sopa cor de abóbora cheirando a peixe fisgado há algumas semanas.

NINGUÉM gostou de nada. O repórter da Equipe Furacão Abrahão Cesar colocou na cabeça que sua “sopa” tinha uns ossos, que na opinião dele era de uma cabeça de cachorro. Conclusão é que sequer tocou na dita cuja. Até hoje quando lembramos da sopa coreana, ele ameaça vomitar e fazer aquela cara de quem não comeu e não gostou.

PRA terminar bem a noite naquele memorável jantar, veio a conta super dolorosa, tentamos até contestar, mas como? Que tipo de comunicação usaríamos para reclamar do preço? Pagamos depois de meia hora de acertos e contas divididas, aquela velha história que todos conhecem ao fechar a conta num restaurante. Ah! Na saída serviram um cálice de uma bebida, cujo cheiro lembrava um cano de guarda chuva envelhecido...

PORTANTO meu amigo, que fique bem claro, que quando você não está na sua terra, procure se adaptar aos hábitos, usos e costumes de cada país. Na Coréia do Sul, aprendi que há um grande respeito pelo semelhante, mas na alimentação não adianta chorar: ou você come o que tem por lá ou morre de fome. Certamente a primeira hipótese é a que vale..., portanto a melhor prova é que estou escrevendo esta história para você.

NA volta do Grêmio Barueri para a sua base, muita gente participou do projeto. Mas, especialmente o Secretário de Esportes Carlos Zicardi e o empresário no ramo calçadista Domingos Britto, foram fundamentais. Assim a região Oeste, continua mantendo uma boa força no futebol profissional.

NESTA sexta-feira, a partir das 20h30 a Equipe Furacão da rádio Terra AM 1330 KHz, estará falando da cidade de Goiânia, na transmissão do jogo valendo pelo Campeonato Brasileiro da Série B, Goiás x Barueri. Adriano Zini comanda a Furacão. Boa sorte Grêmio Barueri na sua estreia no Brasileirão B.

domingo, 15 de maio de 2011

VÁRIOS amigos que apreciam a nossa coluna semanal questionam a este jornalista, que gostariam que fosse transcrito boa parte das matérias publicadas num livro, alegando que certamente teriam muitas coisas interessantes e fatos curiosos, que aconteceram ao longo destes trinta anos. 

EM primeiro lugar é bom lembrar que o nosso Check-Up estará completando 33 anos no dia 18 de agosto. Aliás, tudo começou no ano de 1978, quando necessitei realizar um estágio da Faculdade de Jornalismo. Incentivado pelo meu amigo e já falecido Carlos Alberto de Araújo Faria, fundador do jornal A Rua, administrado até hoje pela sua esposa Clara Rodrigues Faria.

CERTAMENTE não poderia ter um professor melhor. Carlos Faria iniciou sua carreira no jornal O Dia, redator do Popular da Tarde e Folha de São Paulo. Era um jornalista, cuja vocação extrapolava a tudo e a todos. Sempre segui sua orientação sábia e racional no jornalismo. Meus primeiros passos no Check-Up tiveram a condução segura do Mestre Faria, a quem sempre rendo minhas homenagens.

NO início do meu trabalho nas páginas do jornal A Rua, até mesmo o nome da coluna, foi autoria de Faria. De lá para cá, nunca mais o Check-Up deixou de ser publicado: teve início no A Rua, depois no Grande Osasco e nestes últimos anos no Correio Paulista. Com certeza, creio que quase toda a vida desta coluna, pode ser juntada nestes três jornais osasquenses.

PARA os meus amigos que gostariam de ver tudo em um livro, é bom ressaltar, que boa parte teria que ser adaptada e outra desprezada. Para se ter uma pálida idéia da quantidade de material publicado, ao longo de quase 33 anos, fiz um cálculo aproximado de que escrevi ao todo 1660 colunas, que medidas em papel sulfite representam aproximadamente 4800 folhas, ou seja, todas empilhadas dariam 50 centímetros de altura.

RESUMINDO é um trabalho e tanto, adaptar todo este material em livro. É claro que teríamos que ter um jornalista pesquisando quase 1700 colunas e filtrando tudo de interessante e eliminando as gorduras prescritas pelo tempo. Também muitas histórias podem ser rejuvenescidas. Há no processo todo, boa parte de fatos que fizeram a história de Osasco e de toda nossa região Oeste.

AINDA não decidi se irei realizar este trabalho, mas os insistentes pedidos para fazê-lo por parte de muita gente que gosto, deixou minha mente em ebulição. Necessariamente todo este material passa por fatos verdadeiros que aconteceram comigo, nesta vida cigana em boa parte do mundo.

COM certeza ainda voltarei a este assunto, quem sabe vamos fazer um livro cujo teor possa perpetuar as maluquices de um jornalista carimbado com o Título de Cidadão Osasquense, de autoria do vereador Sebastião Bognar. Já escrevi ao todo três livros, a maioria biográficos, agora falta transformar o Check-Up, num livro bem “gordinho”, pois material é que não falta...

OUTRO dia estava fazendo meu programa de rádio e um jovem osasquense telefonou perguntando quem foi José Liberatti, que empresta seu nome aos dois mais importantes centros esportivos de Osasco: Ginásio de Esportes e Estádio Municipal no Rochdale. É verdade, os mais jovens desconhecem a história de Osasco e não custa nada relembrar quem foi a figura ímpar e querida do ex-prefeito de Osasco Professor José Liberatti.

ELE era funcionário público de carreira, sua função ensinar crianças. Veio para Osasco de São Manoel e no bairro do Rochdale, foi Diretor por 17 anos da conhecida Escola Estadual Júlia Lopes de Almeida. Foi tamanha a sua integração junto à comunidade (suas festas juninas eram famosas), que o prefeito Guaçu Piteri o escolheu para ser Secretário da Educação de Osasco.

SEU trabalho teve repercussão que o próprio prefeito Guaçu Piteri, o apoiou para disputar a eleição em Osasco, que aconteceu no dia 30 de novembro de 1969 e sua posse deu-se no dia 01 de fevereiro de 1970 e governou apenas por três anos, onde numa pescaria no Pantanal foi picado por um mosquito e veio a falecer prematuramente.
SEU enterro foi um dos maiores que a cidade de Osasco conheceu. Nesta altura era uma personalidade conhecida por todos. Assim nada mais justo do que o Grande Ginásio de Esportes em Presidente Altino, que comporta 4500 torcedores e o Estádio de Futebol do Rochdale levarem seu nome, fazendo justiça assim, ao seu empenho e trabalho realizado em Osasco. Era muito meu amigo e era uma figura espetacular.

AINDA é bom lembrar que o Estádio Municipal atualmente, com capacidade para 15 mil torcedores, foi inaugurado em 26 de dezembro de 1996, pelo então prefeito Celso Giglio, curiosamente esta data foi um dia após o dia de Natal. Até hoje este Estádio é conhecido pelo nome de JOSÉ LIBERATTI. Portanto está explicado ao ouvinte que fez esta indagação.

NESTE domingo, a partir das 15h30 estarei com a Rádio Terra AM 1330 KHz e Equipe Furacão de Esportes, na  transmissão direto de Santos da grande final do Paulistão 2011, entre Santos x Corinthians, com narração de  Adriano Zini, reportagens Toni Marchetti e toda a equipe de César Roberto. Até lá nos 1330 KHz da Terra AM.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

DURANTE esta semana o tema dominante junto à grande mídia foi o assassinato de Osama Bin Laden, o maior de todos os terroristas, pela Marinha dos Estados Unidos, numa pequena cidade de 100 mil habitantes do Paquistão, chamada de Abbottabad.
PARA quem conhece a alta tecnologia do exército norte americano, a prisão ou um sumário aniquilamento de Osama, seria apenas uma questão de tempo. Creio até que o período de 10 anos, desde o “abate” das torres gêmeas, em Nova York, até sua prisão e morte, foi um período longo demais.
AFINAL o que leva um ser humano a ter a vida de um terrorista? Filho de rico construtor da Arábia Saudita (com mais 54 irmãos por parte de pai), formado em engenharia, nascido em Riad há apenas 54 anos. O que teria levado a trilhar na prática de crimes hediondos, onde certamente na sua concepção, a vida humana não tem o menor valor, prevalecendo apenas a sua maluca ideologia.
ESTA ideologia que o levou a ser expulso da Arábia Saudita e ter se exilado no Sudão e depois no Afeganistão, onde lutou contra os soviéticos tendo o apoio dos americanos e em função disso nasceu seu ódio por este país, que além de ter sido a sua maior vítima, foi também nestes últimos dias o seu algoz.
AO longo de várias oportunidades tenho escrito nesta tribuna a minha experiência vivida ao longo de quinze dias, em que passei na Arábia Saudita, mais especificamente na sua capital Riad, mês de dezembro de 1997, quando lá estive com a Equipe Furacão de Esportes, cobrindo o “Torneio do Rei’, com a presença da Seleção Brasileira de Futebol, na época treinada pelo Zagalo.
TODA vez que penso no terrorista Osama Bin Laden, a minha memória volta à sua terra natal Riad, onde confesso ter visto as maiores dissonâncias no cotidiano, envolvendo os hábitos, usos e costumes de um povo. Foi ali que – sem entrar no mérito do certo ou errado -, observei enormes mudanças no campo social, em relação a nós brasileiros.
CERTAMENTE tudo está em função direta com a religião Islâmica predominante em toda Arábia Saudita. Esta religião muçulmana é substancialmente diferente de todas com as quais convivemos no Brasil, principalmente no que diz respeito ao seu aspecto de fanatismo. Orar cinco vezes ao dia e ter na mulher um objeto de subordinação, colocando-a apenas como reprodutora da espécie.
DE todos os lugares que estive neste mundo, devo confessar que a Arábia Saudita foi o país que me deixou mais intrigado com relação ao comportamento das pessoas, como por exemplo, ir à Praça das Execuções (um lugar feito exclusivo para penalizar e matar pessoas), onde criminosos tem suas cabeças decepadas e depois atiradas ao deserto, para a alegria das aves de rapina. Este ato não pretendo ver nunca mais... é por demais chocante! 
IMAGINE que este país não está aberto para turistas. Para entrar somente com “visto” especial, mostrando o que vai fazer ou deixar de fazer. No meu caso em 1997, fui a Brasília várias vezes para viabilizar meus documentos, mostrando que iria transmitir via rádio, jogos da Seleção Brasileira de Futebol, para o Brasil.
HÁ dois poderes distintos na Arábia Saudita: o do Rei e sua numerosa família, e o dos poderosos religiosos do Islamismo. Até mesmo o policiamento na cidade é realizado por religiosos (andam em duplas com longas roupas de cor marrom e longas barbas). São temidos e altamente respeitados. Se encontrarem uma mulher com o rosto descoberto, as consequências são imprevisíveis.
POR lá há inúmeros problemas, mas o financeiro praticamente não existe. Um dos maiores produtores de petróleo do mundo e claro, em todo o seu território é encontrado ouro. Tudo está por baixo de areia do deserto. Dizem que quando você der uma enxadada naquela areia, ou sai petróleo ou encontra ouro, daí...
EM cada esquina existe um local de oração, cuja identificação é feita pela figura de uma meia-lua e de inúmeros alto-falantes. Na hora da oração (o horário é determinado pelo nascimento do sol), todos saem correndo para estes lugares, cuja demora é de aproximadamente 30 minutos.
EM Riad há dois grandes aeroportos: o maior é privativo e é usado apenas pelo Rei Saudita e sua família e outro ao lado que é usado pelos pobres mortais. É a maior frescura para entrar ou sair da Arábia Saudita. São superrigorosos. Comigo por exemplo, quando cheguei a Riad, paguei os meus pecados por mais de quatro horas, tudo por culpa de um salame.
QUANDO fiz escala em Roma com destino a Riad, pensando na fome que eventualmente poderia sentir, comprei um salame e coloquei na minha bolsa de ombro. Por coincidência viajou comigo no mesmo avião o Leonardo, na época jogador, agora é técnico da Inter de Milão. Ao chegarmos em Riad, ao lado de Leonardo minha saída foi facilitada, até o instante em que um barbudo pediu para ver minha bolsa.
PRONTO! A encrenca estava armada. Mostrava o salame para mim com uma puta cara de bravo, e queria saber se dentro do embutido tinha cocaína. Fiquei aguardando o exame químico qualitativo do salame, para detectar se havia ou não droga. Depois de todo este bafafá, liberaram este pobre jornalista para desbravar a cidade.
ESTE cenário que pintei rapidamente serviu de pano de fundo, para a formação do maior terrorista do mundo, que neste último dia 1º de maio, encontrou a morte e seu corpo foi jogado ao mar. Que sua vida sirva de exemplo, de como não se pode agir neste mundo, ainda que sua terra seja eminentemente muçulmana...e complicada!
NESTE domingo, a partir das 15h30 estarei com a Rádio Terra AM 1330 KHz e Equipe Furacão de Esportes, na  transmissão direto do Pacaembu de Corinthians x Santos, valendo o título do Paulistão, com  Adriano Zini, Toni Marchetti e César Roberto. Até lá a partir das 15h30.