É bastante comum o prefeito Rubens Furlan participar comigo e os componentes da Equipe Furacão da Rádio Terra AM 1330 KHz, durante as transmissões esportivas, envolvendo o Sport Clube Barueri agora na série A3. Na semana anterior, Furlan disse no ar que acabara de decidir que estava autorizando este jornalista, a iniciar o livro biográfico de sua vida.
CURIOSAMENTE estava reafirmando uma sugestão que fizera um pouco antes da primeira transmissão da Equipe Furacão, de uma Copa do Mundo. Corria o ano de 1986 e o nosso desafio era realizar a cobertura da Copa do Mundo, direto do México, um verdadeiro teste para uma emissora de Osasco, a então Rádio Iguatemi.
NA época, juntei-me a duas emissoras: uma de Curitiba, a Rádio Clube e a outra a Rádio Gaúcha de Porto Alegre. Os direitos de transmissão seria de 75 mil dólares, portanto a minha parte seria de 25 mil dólares, a serem pagos antes do início das transmissões.
TUDO caminhava bem, até que um fator sazonário ocorreu: o nosso sócio gaúcho faleceu 45 dias antes da Copa, na cidade de Porto Alegre, num desastre automobilístico e a alta direção da emissora resolveu não mais participar da cobertura, o que obrigou o meu amigo de Curitiba Lombardi Junior e nós da Furacão, adquirir a parte gaúcha, o que vale dizer, mais 12,5 mil dólares cada parte. Começamos a suar frio!
NÃO havia mais tempo para recuar. Ao lado de Toni Marchetti, pensamos em várias alternativas, uma delas falar com o prefeito da época, em Barueri, o jovem Rubens Furlan. Chegamos ao seu gabinete sem marcar nenhuma audiência, por volta das 15h30 e seu chefe de gabinete Antonio Carlos Pasinato, nos colocou diante do prefeito.
NA verdade nós estávamos por demais ansiosos. Furlan puxou uma cadeira para apoiar suas pernas e foi logo dizendo: “... ora, que caras são essas, morreu alguém... o que aconteceu?”. Explicamos todo o nosso drama para a cobertura da Copa do Mundo do México e quando terminamos de fazer a exposição, Furlan calçou seu sapato e avisou ao Pasinato que iria dar uma saída com Marchetti e este amigo.
ELE foi ao volante de seu carro, sentei no banco do carona e Marchetti atrás. Contornamos a Rodovia Castelo Branco e entramos numa grande torradora: o Café do Ponto. Perguntou pelo dono da empresa e todos ficaram espantados com a presença do prefeito. Fomos recebidos pela direção com muita fidalguia, e claro, com o melhor café tipo exportação.
DEPOIS das formalidades de uma visita amiga, Furlan disse que necessitava ajudar dois “malucos” a transmitirem a Copa no México e estava ali para viabilizar uma cota de patrocínio. O experiente diretor da empresa brincou e perguntou ao prefeito, de quantos quilos de café iria necessitar para este objetivo?
DEPOIS de 25 minutos saímos com o contrato debaixo do braço, e o prefeito Furlan seguiu para outra empresa chamada “Locabens”, que operava com locação de máquinas e andaimes. O fato repetiu-se e depois de um cafezinho, outro contrato já estava conosco. Pronto! Já tínhamos o dinheiro para cobrir a saída da Rádio de Porto Alegre. Que alívio...
VOLTAMOS para o gabinete e ao entrarmos na sala ele foi logo perguntando: “... acabou a tristeza, precisam de mais alguma coisa?...”. Cocei a testa e arrisquei mais um pedido: “... Furlan seria bom se arrumasse mais quatro passagens aéreas para a nossa equipe, de ida e volta ao México”. Furlan chamou o seu secretário Antonio Carlos Pasinato e disse que encontrasse um empresário para ajudar. Pronto, depois de alguns dias estávamos com as passagens em nome de Marchetti, Olímpio Guarani, Tarciso Manso e este jornalista, a Equipe Furacão estava pronta para sua 1ª Copa do Mundo.
NA hora da despedida, antes de irmos para o Aeroporto Internacional, fomos dar um abraço ao amigo Rubens Furlan, que desejou boa sorte no nosso trabalho e pediu uma lembrança do México: a bola oficial do evento. Curiosamente repetimos este gesto nas outras seis Copas, trazendo sempre a bola. Até mesmo a bola da África a Jabulani está exposta em seu gabinete.
QUANDO estava viajando para o México comecei a relembrar a atitude de Furlan e sua maneira de agir. Se fosse outro político, o máximo que faria seria dar alguns cartões de visitas e se virem. Com ele foi diferente. Com este gesto nasceu há quase 30 anos uma amizade inquebrantável.
NAQUELA época já havia pensado em escrever a vida deste notável político. Quando regressei do México disse da minha intenção. Ele respondeu apenas que no momento certo atenderia meu desejo. O tempo passou, e há poucos dias nos microfones da Rádio Terra AM, ele foi enfático: pode começar a escrever a minha vida e darei detalhes que somente você será o primeiro a saber e publicar.
DEPOIS de escrever a biografia de Francisco Rossi e do brilhante empresário Carlos Seicentos do ramo do aço, sem dúvida, terei o máximo prazer de buscar e pesquisar detalhes da vida deste prefeito, que meu amigo Toni Marchetti costuma dizer: “... é o Pelé na política da região Oeste...”. Vamos à construção...
NESTA terça-feira, minha esposa Maria Ilda comemorou seu aniversário num leito do Hospital Paulistano, ainda assim a direção do hospital providenciou um bolo “diet” e algumas rosas. Parabéns minha guerreira, vamos sair desta!
NESTE sábado a partir das 9h30, estarei com a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmitindo direto de Taboão da Serra, o jogo pela Série A3, Taboão X Barueri, com a narração de Adriano Zini, reportagens de Toni Marchetti e César Roberto. Até lá...
COPA DO MUNDO DE 1986 NO MÉXICO, O REPÓRTER TONI MARCHETTI DA EQUIPE FURACÃO TRABALHOU COM UMA CAMISA HOMENAGEANDO O ENTÃO PREFEITO DE BARUERI RUBENS FURLAN. JÁ SE PASSARAM 24 ANOS.

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