quinta-feira, 7 de abril de 2011

TENHO observado junto a vários amigos, quer em Osasco e, especialmente em Barueri, duas cidades nas quais tenho convivido mais amiúde, que os temas em quase todas as rodas já começam a ser intensos: o assunto sucessão municipal. Não há nenhuma outra eleição que desperta mais interesse do que a municipal.

OUTRO dia na fila do INSS (somente aposentado sabe bem o que representa ficar nesta fila algumas horas), fiquei ouvindo o papo de alguns senhores e por que não algumas senhoras. Inicialmente o assunto ficou centralizado no custo de vida, pois o aposentado sente na pele o quanto é pouco o seu pobre salário.

VIRA pra cá vira pra lá, o assunto retorna à política local, especialmente nas vilas onde estas pessoas convivem bem mais. É por lá que eles sabem bem a “temperatura” da política local. A predominância dos temas passam sempre pela educação, saúde e claro, pela segurança. 

O bom nestas filas onde o bate-papo flui bastante é que ninguém me reconhece e daí, entra sempre o faro e a curiosidade do jornalista, em saber bem mais sobre o que esta gente pensa sobre a política local. Quando perguntado sobre o trabalho do atual prefeito Emidio Pereira de Souza, quase sempre a resposta vem acompanhada de loas e dizem ser uma personalidade séria e interessada em resolver os problemas da cidade de Osasco.

TENHO notado também que até mesmo os empresários osasquenses já começam a conversar sobre a sucessão municipal. Na ausência do prefeito Emidio no páreo, ai começam as especulações. Como o prefeito atual não se manifesta de qual nome gostaria que viesse a sucedê-lo, as especulações rodam com incrível facilidade.

DE uma maneira geral, o que se percebe é que Osasco está carente de novas lideranças para disputar a Prefeitura. É um formidável eleitorado de mais 500 mil pessoas, que irão decidir em dois turnos a sorte do primeiro mandatário.

A boca pequena fala-se que os candidatos mais próximos e com maiores chances de terem o apoio de Emidio, passa pelo deputado Federal João Paulo Cunha, que nunca escondeu o seu desejo de governar esta cidade, que é uma das maiores do Brasil. Depois dele, certamente vem um “monte” como disse outro dia nos meus ouvidos o vereador do PT João Góis, num pronto-socorro.

CERTAMENTE o prefeito Emidio irá segurar até o máximo do processo, pois com a máquina administrativa em suas mãos, quanto mais se tardar melhor, especialmente em relação ao custo desta próxima campanha, que os mais pessimistas acham que serão necessários alguns bons milhões para a comunicação.

SEM dúvida, ouve-se muito o nome do deputado estadual Celso Giglio, que na verdade tem uma boa folha de serviços prestados à comunidade osasquense, especialmente na área da saúde, pois a sua condição de médico assim o exige.

ENTRETANTO tenho ouvido nestas rodas que está na hora de Osasco apresentar um nome novo nesta próxima eleição, ou pelo menos alguém que não esteja figurando entre os chamados medalhões. É o caso da opinião do empresário osasquense no ramo de madeiras Fernando De Nicola Junior, que entende ser a hora de lançar um nome como o do vereador Sebastião Bognar.

DISSE mais: que Bognar já está vacinado como um vereador operante e conhece tudo sobre Osasco. Afinal está na cidade desde 1969 (há 42 anos) e tem um passado exemplar, pois desde vender bananas e participar na Comunidade de Jovens Cristãos, com apenas 23 anos era o mais jovem vereador de Osasco. Em 1982 para prefeito obteve mais de 25 mil votos, numa acirrada disputa com o professor Humberto Parro, que venceu as eleições municipais. Este fato passou para a história de Osasco.

COM grande experiência do alto de seus 58 anos completados no último dia 17 de janeiro, quando questionado, Bognar continua reticente, mas com o eventual apoio especialmente de empresários é um nome que segundo alguns, poderá ser uma força num processo eleitoral de dois turnos, onde acaba sendo um verdadeiro tabuleiro de xadrez.

NA cidade de Barueri, pelo menos por enquanto, duas forças irão com chances para um combate, sendo que estas duas facções tem as mesmas raízes e as mesmas bases. Furlan o atual prefeito com índice de aprovação espetacular, no seu quarto mandato vai apoiar seu vice-prefeito Carlos Zicardi, outro experiente assessor de muitos anos de Furlan, acumulando também a Secretaria de Esportes.

A outra facção dissidente, o atual deputado Estadual Gil Arantes vai ter uma dura batalha, enfrentando seu ex- padrinho e criador de sua esteira política. Também em Barueri, desta feita as eleições municipais acontecerão em dois turnos, daí os eventuais apoios no segundo turno (se houver) são de vital importância. Tenho ouvido muitos afirmarem que Furlan ainda continua imbatível, pois em sua longa carreira, nunca perdeu uma eleição. É questão de aguardar, enquanto isso o papo rola a vontade nos bares e filas de bancos...

NESTE domingo, a partir das 10h, estarei com a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmitindo pela Série A3 o jogo Barueri X Velo Clube de Rio Claro, com  Adriano Zini, Toni Marchetti e César Roberto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário