quinta-feira, 1 de setembro de 2011


CERTAMENTE para quem viaja, especialmente para o exterior, diante dos preços abusivos de tudo que você necessita, a economia é primordial em cada detalhe em que nos deparamos. Por exemplo, o hotel nem sempre tem que ser o melhor, afinal lá fora usamos o hotel para dormir, um banho e como ponto de referência.

ASSIM um hotel de 3 estrelas é sempre bem-vindo. Há casos como o que aconteceu comigo nesta última Copa do Mundo na África do Sul, em que a nossa equipe entre São Paulo, Bahia e Paraná, era composta por oito profissionais. Como o tempo de permanência era de aproximadamente 45 dias, optamos em alugar uma casa num condomínio em Joanesburgo totalmente mobiliada.

NESTE caso há vantagens e claro, desvantagens. No aspecto de custo creio ser bem mais vantajoso. Lembro que pagamos o aluguel total em torno de 10 mil dólares, em média por pessoa, algo em torno de 28 dólares por dia. Neste caso, tudo tem que ser pago adiantado. Até o telefone da residência deixamos uma importância antecipada em caução, até a chegada da conta final.

COMO o nosso residencial era um pouco afastado da cidade, alugamos uma Van e como a mão de direção na África do Sul é inglesa (tudo ao contrário), tivemos que contratar um motorista e também uma empregada doméstica. Ambos nos custaram um total de 2.500 dólares, algo em torno de 70 dólares por dia.

OS dois empregados contratados não falavam o nosso idioma, apenas o dialeto Zulu e tivemos que usar bastante a criatividade para nos comunicarmos. Uma das desvantagens sem dúvida era o fato da alimentação, especialmente quando retornávamos à residência por volta das 2 horas da manhã e cada um teria que fazer sua refeição.

CADA semana um de nós era escolhido para fazer o supermercado, especialmente produtos para o café da manhã e lanches diversos. Cada compra, o valor gasto era dividido por oito jornalistas. É claro, que a casa tinha várias dependências e assim realizamos um sorteio para saber quem usaria as melhores acomodações.

OS custos da Van alugada como gasolina e troca de óleo eram sempre rateados. De uma maneira geral, conseguimos desta forma baratear bastante nossos custos no período da Copa do Mundo, especialmente neste período onde tudo é bem mais caro. Creio que gastamos a metade daquilo que teríamos gasto se fossemos ficar num hotel de 3 ou 4 estrelas.

MAS sempre quando viajamos para o exterior, a grande preocupação, é a de não gastarmos com futilidades. Recordo que quando chegamos a Tel-Aviv,  em Israel, ao lado de Toni Marchetti, ficamos num bom hotel nas margens do Mar Mediterrâneo e com muita fome, fomos no bar restaurante do próprio hotel.

SENTAMOS num balcão, enquanto aguardávamos uma mesa e pedimos um aperitivo. Não demorou o garçom serviu a bebida e também um enorme prato com azeitonas verdes da terra, que diga-se de passagem, por lá produzem as melhores azeitonas do mundo. Eram tão grandes que pareciam os nossos limões.

O meu pensamento e o do Marchetti foram literalmente iguais. Não tocar naquelas maravilhosas azeitonas, pois certamente na hora da conta os nossos estômagos iriam doer muito. Assim, ficamos o tempo todo namorando as azeitonas. Depois de algum tempo um jornalista baiano, confessou que havia comido as melhores azeitonas e o preço foi apenas uma cortesia do hotel. Ah! Que raiva, depois ao longo dos três dias que por lá ficamos, comia azeitonas e mais azeitonas israelenses!!!

EM Israel para quem gosta de salada verde é um paraíso. Na Coréia do Sul em 2002, durante a cobertura da Copa do Mundo, foi para nós o maior castigo na hora da alimentação. Ninguém entendia ninguém. O pior: você observava a comida, mas não sabia exatamente o que era.

NÃO adiantava perguntar: era o caso de comer ou não? Por lá tudo ou quase tudo, é feito tendo como base uma farinha feita com um peixe típico da região e com ela colocada em diversos vasilhames, mistura-se um monte de “coisas”, cujos cheiros não eram nada convidativos. Ufa! Era complicado, não quero nem lembrar!

COM toda esta vivência, aprendi uma lição no exterior: comer apenas o que você conhece, pois caso contrário acontece uma dor de barriga que não é nada agradável. Assim, há dois tipos de comida que sempre me atraem. Uma é o arroz e outra o nosso velho conhecido frango. Certamente matam a fome e você não corre o risco de “acidentes” estomacais...

PARA terminar este tema da alimentação no exterior, fica bem claro que após alguns dias por lá, e na hora do regresso, o nosso maior sonho é o de encontrar na nossa mesa um almoço com arroz, feijão, batata frita, um bom bife acebolado e aquela couve refogada com alho, e salve o Brasil e a nossa culinária!!!

UM dos detalhes que chamam a minha atenção, quando estou no gabinete do prefeito de Barueri Rubens Furlan, é a sua mesa de trabalho. Nunca tem um papel e nem sequer uma caneta. Fica sempre literalmente limpa. Quando necessita anotar algo, na sua gaveta à esquerda apanha um lápis e um bloco de papel e pronto! Nada mais...

LOGO mais a noite, nesta sexta-feira, estarei com a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, na cidade de Bragança Paulista, transmitindo pelo Campeonato Brasileiro de Futebol Série B, o jogo  Bragantino x Barueri, a partir das 20 horas, com a transmissão de Adriano Zini, reportagens de Toni Marchetti e comentários deste amigo. Até lá e um grande abraço!

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