SEMPRE gostei de ser um observador de detalhes, principalmente quando estou viajando no exterior. Às vezes uma boa idéia, independente do lugar, vale a pena ser anotada e quem sabe aproveitá-la num momento oportuno.
ESPECIALMENTE nos países da Ásia é que observamos boas idéias. Na Coréia do Sul, no ano de 2002, quando lá estive na cobertura da Copa do Mundo, anotei algumas idéias. Uma dessas anotações foi quando observei que no interior de todas as agências bancárias, os grandes beneficiados são as pessoas que usam óculos.
É obrigatório que todas as agências tenham uma pequena mesa redonda de granito e em sua superfície estão presos mais ou menos uns doze óculos de grau, que ali estão para os clientes que esqueceram os seus e claro, não conseguem sem eles assinar um cheque.
NO meu caso específico, não consigo assinar nenhum documento sem meu inseparável óculos. Assim, se no Brasil isso vier acontecer tenho que retornar à minha residência para buscar meus óculos. Na Coréia do Sul, esta mesa certamente estaria a meu favor.
NA mesa de granito sempre terá um substituto do mesmo grau, ou próximo, e ali estarei fazendo as tarefas bancárias. Uma idéia bem simples e funcional para os clientes, especialmente os mais idosos que têm dificuldade com a visão. Até agora não entendi, porque os bancos brasileiros não copiaram tal serviço. É prático e barato.
NO caso de haver necessidade de beber água em locais públicos, os recipientes até que são iguais aos do Brasil, mas os copos são literalmente diferentes e mais práticos e não ocupam tanto espaço. São pequenos copos de papel engomados, com uma indicação explicando para você desdobrar e apanhar água no filtro. Depois é só amassar e jogar numa pequena caixa e dali para o lixo. Fácil e prático e até mesmo são estampadas propagandas na sua borda.
PARA comer as dificuldades aumentam em função dos nossos hábitos e costumes. Por lá somente são usados os famosos palitos. Não é fácil usá-los, mas a necessidade obriga que eles sejam manuseados, pois caso contrário, sua fome certamente aumentará. Há casos em que existem garfos e facas, mas são raros.
NOS vagões do trem-metrô, em todas as portas de entrada e saída existem em forma de cortesia, alguns jornais coreanos para os passageiros sentirem-se informados e que ajudam a passar tempo. Nos alto-falantes a maioria das músicas que são tocadas são chamadas músicas eruditas, é a cultura sendo enviada para a grande população.
HÁ casos curiosos de prestação de serviços à grande população, como por exemplo, os sapateiros. Nas grandes avenidas a prefeitura constrói pequenas barracas nas calçadas, como se fosse uma banca de jornal, e ali o sapateiro conserta todo tipo de sapato, enquanto o freguês fica sentado assistindo a um pequeno televisor, é muito legal, pois no piso existem tapetes orientais de rara beleza.
AS faixas comunicando eventos da cidade tem um lugar próprio nos grandes cruzamentos. São armações de ferro todas padronizadas, que recebem as faixas e desta forma não poluem as ruas como no Brasil. Para cada cor de faixa, significa o tipo de quem está desejando comunicar. No caso da prefeitura, todas as faixas tinham a cor laranja, serviços médicos, na cor vermelha.
TODOS os prédios de apartamentos, tem em torno de 18 andares e em toda a Coréia do Sul apresentam o mesmo projeto. Por lá não existem nomes de ruas, apenas os prédios tem um grande número na torre de água. O trânsito é feito todo no sistema inglês, ou seja, tudo ao contrário daquilo que temos no Brasil. É complicado, pois temos a sensação que estamos sempre na contramão.
NAS praias as mulheres ficam sempre debaixo dos guarda-sóis. Suas peles alvas e brancas como uma autêntica porcelana chinesa, não aceitam tomar sol e daí quanto mais branca a coreana, mais bonita se apresenta aos seus namorados, o detalhe é que não se observa mulheres obesas e rechonchudas, todas magrelas mesmo.
NOS shoppings, nas entradas dos estacionamentos é praxe você encontrar uma jovem coreana como se fosse uma baliza em nossos desfiles cívicos, dançando e com um largo sorriso dando boas vindas àqueles que estão chegando. Estas moças também são usadas nas campanhas eleitorais, especialmente nas esquinas chamando a atenção do grande público.
NA Coréia do Sul, a maioria dos hotéis também são usados para velórios. Em Ulsan, uma cidade do interior, fiquei chocado numa noite quando fui dormir e ali estava acontecendo um concorrido velório, com flores para todos os lados. Até mesmo os elevadores parecem os de hospitais, para abrigar um caixão quando for necessário, são longos para comportar macas e outros babados.
FINALMENTE a participação dos idosos em serviços comunitários, como por exemplo, plantar flores e fazer jardins nas margens de rios e córregos. A prefeitura ajuda com material e apoio logístico, e os aposentados fazem verdadeiras obras de arte nestas margens. É muito legal esta participação da terceira idade, um verdadeiro exemplo comunitário.
LOGO mais, hoje à noite, a partir das 20h30, estarei em Curitiba transmitindo com a Equipe Furacão da Rádio Terra AM 1330 KHz, valendo pelo Campeonato Brasileiro Série B, o jogo Paraná x Grêmio Barueri. Adriano Zini comanda esta grande jornada e ao lado de Marchetti estarei nos comentários. Até lá!
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