quinta-feira, 10 de novembro de 2011

HOJE quero falar de um assunto que sempre mexe comigo, ou seja, me deixa mesmo aborrecido. Este assunto são os remédios e suas implicações. Ninguém duvida de sua necessidade e da importância que eles encerram na saúde dos seres humanos.

DESDE o ano de 1996, ano em que tive infarto, não fiquei mais livre de um monte de remédios. Meu cardiologista, Dr. Paulo Pucci, não economiza nem um pouco, ao receitar os medicamentos com os quais tenho que conviver diariamente. Certamente ultrapassam de 10 a 12 todos os dias. Fazer o que?

MAS a minha bronca acontece todos os meses quando necessito realizar a compra dos medicamentos. Ora, cada farmácia é um preço. O mesmo medicamento varia demais nos descontos e tem mais: se tiver cartão do laboratório o desconto é maior, enfim fazem com o pobre doente o papel de uma inquieta peteca.

ORA se o remédio é o mesmo, o laboratório é o mesmo, a quantidade de comprimidos é a mesma, por que o preço tem que ter esta baita diferença? Outra coisa, não são remédios que custam 10 ou 20 reais. No meu caso chegam perto de R$ 200,00.

GASTO por mês mais de R$ 800,00 em medicamentos. Há casos em que você compra uma caixa com 24 comprimidos, ingere dois ou três, melhora, e a caixa fica encostada no armário, até o prazo de validade vencer e em seguida ter que ir para o lixo.

LEMBRO bem que quando estive na Índia, necessitei de um remédio e fui levado pelo meu guia à farmácia, aliás, todas elas ficam em frente de hospitais ou prontos-socorros. Quando fiquei sabendo do preço, tive o desejo de consultar outras farmácias, para saber se havia um desconto maior.

O meu guia foi logo dizendo que lá os preços são tabelados em todo o país, e disse mais: que por lá, quando o paciente não tem dinheiro suficiente para comprar a caixa toda do medicamento, o dono da farmácia é obrigado a vender comprimidos no varejo, assim como no Brasil, somos obrigados a comprar caixas de remédios com um monte de comprimidos e depois jogá-los no lixo.

CADA vez que estou numa farmácia lembro-me dos aposentados. Que tipo de sofrimento eles passam? O salário sempre achatado. Os anos de trabalho e contribuição ao INSS de nada valeram. Nas estatísticas do governo, são considerados “peso morto”, são lembrados apenas nas vésperas das eleições, e depois aguardam a morte com dignidade.

PORQUE uma autoridade, sei lá quem, talvez algum deputado federal possa interceder, no sentido de tabelar pra valer os medicamentos mais usados, pelos pobres aposentados. Garanto que quem fizer este trabalho terá meu voto com absoluta certeza, nas próximas eleições.

HÁ maneiras de atenuar este grave problema com os abusivos preços dos medicamentos. É o caso da cidade de Barueri, onde o prefeito Rubens Furlan, usando de muita criatividade, fornece através da prefeitura, medicamentos gratuitamente a todos que preenchem os quesitos necessários.

VOCÊ vai até a farmácia municipal de Barueri, com a receita médica, cujo prazo não pode ultrapassar seis meses, uma conta de água ou luz, comprovando sua residência no município, e recebe seus remédios sem custo, caso haja falta de algum deles, após dias a prefeitura através de “motoboys”, manda para sua casa. Apenas como curiosidade, o depósito de medicamentos em Barueri é maior do que o de muitos laboratórios brasileiros.

RECENTEMENTE estava na cidade de Feira de Santana, na Bahia, participando de um programa de enorme audiência do jornalista Dilson Barbosa, e disse como a prefeitura de Barueri funciona para o fornecimento gratuito de medicamentos. Os ouvintes não acreditavam e fui obrigado a ligar para o prefeito Rubens Furlan, que por telefone explicou maiores detalhes. Foi uma loucura.

ESTE tema está aberto e a exemplo de Furlan, outras medidas devem ser tomadas no sentido de facilitar para a população, especialmente aos pobres e sofridos aposentados, que com seus salários não conseguem comer, imagine então, comprar medicamentos com preços abusivos e a mercê de cada farmácia, ou seja, vale tudo.

NESTA última terça-feira, recebi em Sessão Plenária na Câmara Municipal de Barueri, uma significativa homenagem pelo “Dia do Radialista”, que ocorreu no dia 7 de novembro. Quero agradecer ao amigo e vereador Jânio Gonçalves de Oliveira, autor da Moção nº 024/2011.

ESTA homenagem foi subscrita também pelo presidente Josué Pereira Silva (Jô), e pelos vereadores: Nilton Humberto Melão, José de Melo, Antonio Carlos Marques, Sebastião Carlos do Nascimento, Sérgio Baganha, Miguel Francisco de Lima, Antonio Furlan Filho, Francisco dos Reis Vilela e Orozimbo Donizete Lustosa. A todos, grato pela acolhida e pela significativa homenagem a este jornalista.

QUERO agradecer ao Guarda Municipal de Barueri, Sr. Edvaldo de Souza Belo, mais conhecido por “Guarda Belo”, que presta serviço na farmácia municipal de Barueri, pela ajuda e prestatividade que teve com minha esposa, na última quarta-feira. Parabéns Sr. Belo! São profissionais como o senhor que fazem de Barueri, uma cidade reconhecidamente importante, que melhora a vida de sua gente!

AMANHÃ a partir das 16h30, estarei com a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmitindo direto da Arena Barueri, o jogo valendo pelo Campeonato Brasileiro série B, Grêmio Barueri x ABC, com narração de Adriano Zini, reportagens de Toni Marchetti e comentários deste amigo. Até lá...

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