llNESTES últimos meses, por força de minhas atividades junto à Equipe Furacão de Esportes, na Rádio Terra AM 1330 KHz, tenho viajado quase todo o Brasil, na cobertura dos jogos do Grêmio Barueri no Campeonato Brasileiro Série B.
llDESDE Rio Grande do Sul, passando por Santa Catarina, cruzando o Paraná, depois Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Ceará, Pernambuco e outros mais, confesso que apesar de ficar pouco tempo nas cidades visitadas é possível detectar uma tremenda mudança nos hábitos e costumes do nosso Brasil.
llREALMENTE o nosso país mudou. Não faz muito tempo, lembro que andar nas cidades do interior era observar as saudosas e gostosas charretes andando especialmente nas ruas de paralelepípedos, onde os cavalos faziam aquele barulho de toc-toc-toc. Era uma marca do interior.
llMAS, nada é eterno, tudo na vida tem seu ciclo, especialmente quando a tecnologia pede passagem e antecipa a chegada do progresso. Não há nada que se possa fazer para deter este avanço. Como jornalista observador, em todas as cidades do interior do Brasil em que estive, há uma mudança considerável, principalmente na área do transporte.
llJÁ não existe mais as simpáticas charretes, até mesmo os táxis de quatro rodas já estão diminuindo. A razão é a invasão sem precedentes das MOTOCICLETAS de todos os tipos e de todas as cores. Elas pulverizam todo o território nacional, são milhares para não dizer milhões, a maioria procedente da Ásia.
llATUALMENTE segundo algumas fontes já passam de 15 milhões a sua frota. O estado de São Paulo é o maior reduto delas e Macapá no Amapá o menor. Na cidade de São Paulo há mais de 3 milhões de motoqueiros. Cada 10 desastres no trânsito da cidade, de 4 a 6 são com motoqueiros, e o pior sempre com vítimas fatais.
llAS mortes neste tipo de transporte urbano tiram o sono de nossas autoridades, pois morrem mais pessoas do que na guerra do Vietnã. Voltando às cidades brasileiras, as motos são usadas no campo, nos sítios e nas fazendas. Fazem de tudo, até substituindo os cavalos no pastoreio das boiadas. Hoje o camponês usa moto e aposentou o cavalo. Que pena...
llNA cidade de Juazeiro do Norte no Ceará, onde estive no mês passado, 80% dos serviços de táxi são feitos com motos. Qualquer deslocamento na cidade custa em torno de R$ 3,00, e o passageiro ainda recebe aquela brisa no rosto como cortesia do motoqueiro. Todos eles são identificados por um colete amarelo e com um grande número nas costas.
llVARGINHA em Minas Gerais, os motoqueiros tomaram conta literalmente de toda a cidade. Há quatro motos para cada automóvel. Até mesmo para visitar os famosos ETs de Varginha, todos usam os moto-táxis. Entraram mesmo no gosto de todos. No Brasil pode-se dizer que é uma preferência nacional.
llAS financeiras fazem qualquer negócio para financiar motos. Com menos de R$ 200,00 por mês você sai montado numa reluzente motocicleta e vai ganhar a vida. O detalhe é que a habilitação de motoqueiro poucos ou quase ninguém tem preocupação, especialmente pelo número de analfabetos existentes nestes lugares.
llREVENDEDORAS e oficinas de motos em todo Brasil são encontradas em cada esquina. Pelas ruas das cidades brasileiras é comum você observar a família andando de moto. O chefe da família guiando, a esposa na garupa e o filho menor escorado nos braços da mãe.
llELAS transportam de tudo, são versáteis e quebram muitos galhos. Quando estive na China, fiquei abismado com o meio de transporte-motocicleta, não esperava que toda esta febre pudesse chegar tão rapidamente ao nosso Brasil. Seu preço e consumo de combustível, facilidade de pilotar, as transformaram num grande objeto de desejo e consumo dos brasileiros.
llAPENAS a extinção dos cavalos e éguas no interior, deixa uma indelével marca de saudosismo, como os cavaleiros aos sábados visitando o centro da cidade, para abastecimento de mantimentos no lombo de seu lindo e bem arreado animal, também as charretes com as quais já falei acima, agora cada vez mais é a ocupação dos espaços das motocicletas, até onde não sei...mas certamente irão ainda muito longe...
llNESTA sexta-feira a partir das 20h, estarei com a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmitindo a última rodada do Campeonato Brasileiro série B, o jogo: Grêmio Barueri x Salgueiro, com a narração de Adriano Zini, reportagens de Toni Marchetti, plantão César Roberto e este colunista nos comentários. Até lá e um forte abraço...
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