ESTOU na região Oeste, mais especialmente em Osasco e Barueri, há mais de 70 anos. Portanto, tenho acompanhado com muito interesse não somente o conjunto de nossa região, mas especialmente tudo que diz respeito ao deslocamento de pessoas.
DESDE pequeno, lá pelos anos 50, para ir a São Paulo, ou você apanhava o subúrbio da saudosa Sorocabana ou encarava os velhos ônibus da Viação Guerra, e em seguida os “Papa Filas”, uns monstrengos que há alguns anos fui revê-los em Havana, a envelhecida capital de Cuba.
ESTUDEI na Escola Técnica de são Paulo de 1950 a 1954, e ao longo de quatro anos e todo santo dia, tinha que ir e voltar. Os trens demoravam muito tempo. A regularidade de horários era precário e somente de hora em hora (e olhe lá...), podia-se viajar. Já naquela oportunidade nos horários de pico, os trens sempre superlotados.
COM o passar do tempo, as nossas cidades foram crescendo e crescendo, forçadas por serem cidades dormitórios e sede de grandes empresas industriais. Desde 1895 – portanto há 116 anos -, a estação de Osasco no Km 16, doado por Antonio Agú, os trens começaram a parar aqui, embora nesta época não houvesse trens especialmente para passageiros.
NO início eram apenas trens de carga, mas com a pressão dos moradores, surgiram os trens de passageiros. O fato curioso é que como os trens de passageiros eram poucos, às vezes, por necessidade de horário, as pessoas viajavam nos trens de carga, o que era permitido pela Direção da Estrada de Ferro. Imagine que o sufoco vem de bem longe...
A cidade de Osasco cortada pelo Rio Tietê, assim a zona sul era de um lado e a zona norte de outro. O detalhe que a ligação entre estes locais era feita por uma balsa, presa num cabo de aço. Quando chovia forte, era comum esta balsa ser arrastada pelas águas das chuvas. Depois vieram as pontes de tambores, não é bom nem lembrar, outra aberração que passou para a história.
ERA uma técnica militar, este sistema de travessia. Vários tambores presos por cabos de aço e uma precária plataforma para os pobres pedestres atravessarem, de Presidente Altino até a Vila São José. Também eram vulneráveis com as chuvas fortes e não rara vezes, tive que ficar do lado de cá, pois residia no Rochdale.
EM síntese a melhoria dos meios de transportes em nossa região sempre foram lerdos e esquecidos, pelas autoridades. Já era hora de todos nós sermos presenteados por um moderno sistema de metrô. Chega de camuflar os nossos trens em metrô. A Estação de Osasco está em reforma há muito tempo, prá não dizer que suas obras estão literalmente paralisadas, até parece obra para Copa do Mundo no Brasil!
TUDO por ali é na base do improviso. Velhas e precárias escadas de acesso, imagino os aposentados subindo aqueles monstrengos. Na hora da chegada do trem, todos literalmente lotados. Até agora não vi NINGUÉM que nos represente na qualidade de deputado, que incitasse um movimento pra valer e conseguir pelo menos uma “proposta” de viabilidade para a nossa região, que soma quase três milhões de pessoas.
O que todos tem que entender, que o nosso crescimento é bem maior do que a capacidade de realizar obras. Lembro que há anos o Governo Estadual disse que a realização do Corredor Oeste (Itapevi - Osasco ), seria a salvação da “lavoura”. Que nada... Há trechos prontos (Barueri) e outros abandonados.
ATÉ mesmo a Rodovia Castelo Branco passou a ser a grande “avenida” da região, inclusive com as “rápidas” instalações de pedágios (estas obras são perfeitas e não atrasam nunca!!!). Não adianta tapar o sol com peneira, até a rodovia em determinadas horas na nossa região, vira um congestionamento só...
TENHO viajado bastante por este mundo. Tenho visto muitas tranqueiras, mas também tenho visto grandes e audaciosas obras, para tentar resolver o grave problema de deslocamento humano. Creio que chegou a hora de pensar grande, pensar em soluções modernas, por exemplo, que venha o METRÔ pra valer, para nossa região e chega de enrolar... e grandes avenidas para suportar a demanda.
FOI em 1928 que surgiu o primeiro conjunto musical em Osasco: o Jazz Band Galo Preto. Seus fundadores Umberto de Lucia (saxofonista) e Chiquinho Pavão. Este conjunto musical teve a duração de 28 anos e foi famoso. Em 1954 surge a Corporação Musical de Santo Antonio, que alguns dizem que tocavam em troca de churrasco e cerveja. Não esquecer, da Orquestra de Toni Durian e seus Big Boys, sucesso em todo Brasil, nos anos 50.
O prefeito Rubens Furlan, super entusiasmado com o retorno do Grêmio Barueri no Campeonato Brasileiro da série B, disse que teremos uma grande equipe ainda este ano. É bom lembrar que a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmite ao vivo todos os jogos do Grêmio Barueri.
ANOTE para não esquecer: Nesta sexta-feira às 21 horas da Arena Barueri: Grêmio Barueri x Bragantino e na próxima terça-feira, 31, direto do Recife: Sport Recife x Grêmio Barueri, com Adriano Zini, Toni Marchetti e este amigo.
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