sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

DE quando em quando começo a pensar na imprensa da nossa região, especialmente das suas incríveis dificuldades em informar, e claro manter a sua custosa sobrevivência. Sei e sinto na própria pele estas dificuldades, quando temos que fazer frente aos custos cada vez maiores de poder informar.

NA última sexta-feira, conversei longamente com o prefeito Rubens Furlan da cidade de Barueri, principalmente sobre o momento em que a nossa imprensa regional se encontra. Furlan reconhece o destemor e a bravura desta laboriosa classe em manter-se altiva e por que não, em “pé”, diante das dificuldades.

TENHO observado em cada cidade que visito em todo o Brasil, a posição da imprensa regional. A cidade de Feira de Santana com 500 mil habitantes, sendo a segunda cidade em população da Bahia, tem 4 jornais diários, dois canais de TV, 4 emissoras de rádio FM e 4 emissoras de rádio AM. É bom acentuar que os jornais diários são todos coloridos, por lá o governo Estadual e Federal, participam ativamente.

APENAS como comparação a cidade de Osasco tem um jornal pentasemanário, 5 jornais semanais, alguns “meia-boca” que são editados conforme as circunstâncias, 1 rádio AM fincada em Osasco, mais 2 com papel passado de Osasco, mas instaladas fora, pois caso contrário estariam sucumbidas diante do “apetite” comercial dos anunciantes.

ATÉ mesmo uma TV existe. Dizem até que tem uma boa programação, mas tecnicamente para poder sintonizá-la é um bicho de sete cabeças. Estou há anos na imprensa regional, creio até que tenho a coluna mais antiga do jornalismo que está completando 34 anos sem interrupção. Mas por que todos os profissionais vivem este estado de coisas?

ALIÁS não é de hoje que isto ocorre. Lembro bem de muitos “cardeais”, que já nos deixaram e que na marra conseguiram deixar suas idéias fincadas na história do jornalismo regional. Por exemplo, Heitor Sinegaglia, um talento ímpar, versátil e eclético, jamais conseguiu apoio ou amparo para suas edições memoráveis.

TAXINHA produziu uma coluna que saía “faísca” chamada “EM OFF”, que marcou época e que “derrubava” políticos menos avisados. Carlos Alberto de Araújo Faria, um baluarte, plantou o jornal “A RUA”, um dos mais antigos da região, atualmente escorado bravamente pela empresária Clara Rodrigues Faria.

OUTRO grande batalhador pelo jornalismo foi Messias Gonçalves da Silva, que fez de seu “O GRANDE OSASCO” um semanário de respeito e marcou presença ao longo de muitos anos. Tenho muito respeito pelos irmãos jornalistas Adamastor Inácio e Márcio Silvio, dois grandes talentos a quem Osasco muito deve, ambos estão na ativa.

OUTRO ilustre jornalista que deve estar lá no céu, com seu inseparável palitinho de fósforo na boca, o popular Zequinha (José Barros e Silva). Superinteligente e um grande observador. Suas reportagens e análises políticas eram respeitadas e admiradas. Seu grande laboratório de observação era as noites osasquenses, onde as informações políticas fluíam naturalmente, especialmente depois de 2 ou 3 doses de whisky...

NÃO posso esquecer-me, de outro grande batalhador e amigo Marco Infante, com seu estimado “PÁGINA ZERO”. Sua coluna “Acontecendo” é sinônimo de fonte de notícias políticas prestes a acontecer. Sempre coadjuvado pelo experiente Daniel Soares. Outro grande jornalista, Hugo Alberto Cuellar Urizar, que sem dúvida tem o maior acervo fotográfico e de imagens da nossa região. É um boliviano com alma e sangue brasileiro.

ESTES e mais alguns que peço desculpas por omitir seus nomes, fazem e continuam fazendo um jornalismo respaldado por raízes da nossa gente e da nossa região, e repito na maioria das vezes sem o devido respaldo financeiro, tão importante para fazer frente a seus custos.

llO grande empresariado, salvo raras exceções, viram as costas para estes baluartes da comunicação, que necessitam de recursos para continuarem descrevendo a história cotidiana de nossa região, sempre rica de fatos a serem noticiados. Portanto aos amigos jornalistas que se foram e aos que Graças a Deus, estão com saúde perpetuando o sacerdócio de suas profissões, o meu abraço na pessoa do Diretor do “CORREIO PAULISTA”, Wanderley Berrocozo.

PARECE mesmo que quando das festividades do 50º Aniversário de Osasco, vários desportistas e celebridades estarão sendo homenageados, provavelmente nas calçadas do museu de Osasco. Alguns nomes como Jair da Costa, Miguel de Oliveira e Jamil Bechara, já estão na lista. Boa iniciativa para preservar a memória de pessoas que enalteceram a cidade de Osasco, especialmente no esporte.

NESTE domingo, estarei no Rio de Janeiro, a partir das 16h30, com a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmitindo o jogo entre Vasco x Flamengo, que tem ligação com o resultado de Corinthians x Palmeiras. A narração de Adriano Zini, reportagens de Toni Marchetti, plantão César Roberto e equipe e,  comentários deste amigo. 

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