sexta-feira, 19 de agosto de 2011


EM julho de 1990, portanto há pouco mais de 21 anos, estava cobrindo a minha segunda Copa do Mundo direto da Itália. O meu amigo e repórter Toni Marchetti estava baseado em Asti, uma pequena cidade vinícola, onde a Seleção Brasileira de Futebol estava sendo preparada.

ENQUANTO Marchetti cobria o dia a dia da nossa seleção, a minha base de trabalho era em Roma, numa pequena localidade chamada Grutta Roxa, onde todos os jornalistas do mundo tinham o seu QG. Era chamado de Centro de Imprensa da Copa. Por ali o tempo demorava a passar.

QUANDO aconteciam os jogos do Brasil, especialmente na cidade de Torino, a nossa equipe se deslocava de avião para esta cidade, e depois retornava à base. À medida que os jogos aconteciam e com equipes eliminadas, as nossas atividades eram reduzidas.

PRATICAMENTE passei dois meses na cidade de Roma, com meus amigos de Salvador e Feira de Santana, da Bahia. Nas horas vagas visitava tudo que tinha direito. As grandes atrações, como Coliseu e Vaticano, já conhecia como a palma de minha mão.

NUM determinado dia, encontrei por acaso no saguão do hotel onde estava hospedado, um padre brasileiro, que morava em Roma há bastante tempo. Conversa vai rolando e indaguei se havia algum lugar importante por ali que poderia visitar, pois estava com bastante tempo ocioso, mas teria que ser algo diferente e inusitado.

O velho religioso coçou a testa e perguntou se eu conhecia as CATACUMBAS DE SÃO CALIXTO, nos arredores de Roma. Até aquele momento nunca havia ouvido falar de tal centro, cujas origens datam dos primeiros séculos depois de Cristo.

CONFESSO que fiquei curioso em conhecer tal lugar. Juntamente com dois amigos jornalistas, resolvemos visitar a atração. Obtivemos mais informações do lugar, distante aproximadamente trinta quilômetros do centro de Roma, numa estrada chamada Via Appia.  

COMECEI a ler sobre este assunto, que resumidamente denominava CATACUMBAS como locais que serviam de cemitérios subterrâneos aos primeiros seguidores do Cristianismo, para quem a fé se baseava na esperança da vida eterna após a morte, portanto conhecer um local destes é no mínimo inusitado.

AS CATACUMBAS DE SÃO CALIXTO têm mais de 20 mil pessoas enterradas. Ocupa cerca de 15 hectares e mais de 20 metros de profundidade. São mais de 20 quilômetros de corredores, que conduzem aos diversos túmulos, onde descansam corpos de pessoas que viveram na época de Jesus Cristo.

QUANDO nos aproximamos do local, o detalhe é que os autocarros não podem circular por causa do perigo de desmoronamento. Aparentemente parece um local descampado e desabitado. Este local era literalmente escondido das autoridades do Império Romano, apenas um pequeno e camuflado orifício servia de entrada para seu interior, que dava acesso a uma longa escada.

ALI através de uma pequena escada eram sepultados mártires que morriam dilacerados no “Colliseo Arena”. Terminado o martírio o povo retirava-se e ninguém mais se preocupava com ele. Ao anoitecer, católicos heróicos, escondidos, recolhiam os restos mortais para as catacumbas. Neste local estão dezenas de mártires, inclusive 16 pontífices.

LEMBRO bem das catacumbas de São Calixto (que inclusive foi Papa) e cede seu nome ao local, Santa Priscila e Santa Cecília, cuja cripta é uma das mais visitadas. Ela também é conhecida como a PATRONA DA MÚSICA e foi martirizada no século III.

OUTRO detalhe deste inusitado lugar, é que o turista não pode ingressar em seu interior sozinho, pois certamente ao longo de seus 20 quilômetros irá se perder e, naquela escuridão vai perder o rumo de “casa”. Há guias especiais que falam diversos idiomas e você entra em grupos de mais ou menos 15-20 pessoas.

NOS apertados corredores a temperatura é bastante baixa. No grupo as pessoas são interligadas por uma cordinha para não se perderem. O guia caminha na frente com um farolete super forte. Recordo que num determinado instante ficamos agoniados em sair, dado ao lugar ter pouca circulação de ar. Ufa!

OSSOS humanos é que não faltam. Todo o solo no interior é argiloso de cor preta e claro um cheiro nada agradável. Sem dúvida, este local é grande ponto de convergência da história, envolvendo o início do catolicismo diante do poderio quase implacável do Império Romano. Quando for a Roma, que tal ter este encontro com as CATACUMBAS DE SÃO CALIXTO?

O prefeito Rubens Furlan esteve esta semana em Brasília, com sua filha deputada Federal Bruna Furlan. Além de prestigiar sua filha, foi rever os velhos amigos de quando Furlan por lá esteve na qualidade de deputado Federal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


AO longo de toda minha vida, sempre tive estreita ligação com o esporte, principalmente com o futebol. Já na infância, no bairro de Presidente Altino em Osasco, o meu pai morou nas dependências do campo do C.A.Osasco, onde ele exercia a função de zelador e minha mãe, ocupava-se em lavar todos os fardamentos esportivos.

FOI uma maneira que minha família encontrou para aumentar seus rendimentos, para que este colunista pudesse estudar, numa época difícil e de poucas oportunidades. Cresci em meio às chuteiras, bolas, redes e tudo que diz respeito à prática do futebol. 

COM apenas quinze anos já jogava entre os adultos e não descuidava nem um pouco dos estudos. Depois mudamos para o bairro do Rochdale, onde sequer havia energia elétrica. No início deste loteamento imediatamente integrei-me às atividades do bairro, onde é claro o futebol era a principal atividade.

NA verdade neste bairro, no início dos anos 60, não havia nenhuma opção de lazer e entretenimento: se masculino tinha que jogar futebol. Até mesmo o distintivo do Rochdale E.C., foi este colunista que criou, uma imitação da Ponte Preta e do Santos. O campo de futebol, onde hoje é o estádio, foi uma disputa para deixá-lo como lugar específico para a prática de futebol.

TENHO muitas saudades deste tempo. Por várias razões, a juventude não tinha tempo para pensar em drogas. O futebol amador une pessoas e grupos sociais. A comunidade se fortalece. Os movimentos sociais brotavam, a ponto de naquela época, ter fundado a Sociedade Amigos do Rochdale, onde fui seu primeiro presidente.

SEI perfeitamente da importância de manter unida a juventude através do esporte, e claro, manter também um bom condicionamento físico. Mas, os tempos mudaram e o progresso chegou cada vez mais avassalador. As áreas livres já não existem, assim, os campos de futebol varzeano rarearam. Os desportistas na periferia das cidades foram empurrados cada vez para mais longe.

MAS alguns governantes de melhor visão, felizmente reservaram áreas para os campos de futebol e assim, deixando esta alternativa de lazer para os trabalhadores, que aos domingos mostram suas habilidades com a bola. Neste diapasão vale registrar como exemplo a cidade de Barueri. Para se ter uma pálida idéia, esta cidade tem quinze campos de futebol para a prática amadora. E que campos!

SOMA-SE a este número, dezenas de quadras poliesportivas, onde o futebol de salão tem um enorme destaque. Em toda cidade de Barueri, existem em torno de 300 equipes de futebol de campo e salão. Nesta última segunda-feira, estive no Ginásio de Esportes Correião acompanhando a entrega de mais de 600 sacos de material esportivo a todas as equipes do município.

NÃO somente o prefeito Rubens Furlan, como também o seu secretário de esportes Carlos Zicardi, estiveram entregando este material completo, com bola e muita coisa mais. Há detalhes que precisam ser abordados. Por exemplo, para atenuar os custos das equipes a prefeitura de Barueri, instalou uma enorme lavanderia que lava todo este material, em torno de 25 mil peças por mês.

TODOS os estádios nos bairros são gramados, vestiários com chuveiros elétricos, arbitragem e assistência médica, além de um serviço de fisioterapia, que funciona à noite para beneficiar os esportistas que trabalham durante o dia. Foi uma noite memorável nesta última segunda-feira, quando os sofridos dirigentes dos clubes amadores de Barueri, abraçaram com alegria Furlan e Zicardi pelo enorme incentivo. É meu amigo, a cidade de Barueri realmente faz a diferença...

NESTA última semana estive em Curitiba, com a Equipe Furacão da Rádio Terra, transmitindo Paraná x Grêmio Barueri. Recebi em nossa cabine vários vereadores, acompanhados pelo cardeal dos Jornalistas Esportivos, Capitão Hidalgo, que foi meu parceiro em sete Copas do Mundo. Depois da partida, jantamos e claro, relembramos muitas histórias deste mundo afora.

OUTRA informação legal, é que a prefeitura de Barueri, está anistiando as construções clandestinas ou irregulares, edificadas em propriedades particulares. Para maiores informações ligue para o telefone: 4199.1334.

OUTRO dia conversei com um experiente vereador de Osasco, que fez uma espécie de balanço das atividades da Câmara Municipal do município. Disse que o vereador mais crítico na tribuna é o médico André Sacco e dos jovens vereadores, quem está sobressaindo com muita dedicação é Ana Paula Rossi de Almeida. 

NESTE sábado, a partir das 15h30, estarei com a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmitindo o jogo pelo Campeonato Brasileiro da Série B, Grêmio Barueri x Náutico, do Recife. Em ação Adriano Zini, Toni Marchetti e este amigo. Um grande abraço e um Feliz Dia dos Pais!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SEMPRE gostei de ser um observador de detalhes, principalmente quando estou viajando no exterior. Às vezes uma boa idéia, independente do lugar, vale a pena ser anotada e quem sabe aproveitá-la num momento oportuno.

ESPECIALMENTE nos países da Ásia é que observamos boas idéias. Na Coréia do Sul, no ano de 2002, quando lá estive na cobertura da Copa do Mundo, anotei algumas idéias. Uma dessas anotações foi quando observei que no interior de todas as agências bancárias, os grandes beneficiados são as pessoas que usam óculos. 

É obrigatório que todas as agências tenham uma pequena mesa redonda de granito e em sua superfície estão presos mais ou menos uns doze óculos de grau, que ali estão para os clientes que esqueceram os seus e claro, não conseguem sem eles assinar um cheque.

NO meu caso específico, não consigo assinar nenhum documento sem meu inseparável óculos. Assim, se no Brasil isso vier acontecer tenho que retornar à minha residência para buscar meus óculos. Na Coréia do Sul, esta mesa certamente estaria a meu favor.

NA mesa de granito sempre terá um substituto do mesmo grau, ou próximo, e ali estarei fazendo as tarefas bancárias. Uma idéia bem simples e funcional para os clientes, especialmente os mais idosos que têm dificuldade com a visão. Até agora não entendi, porque os bancos brasileiros não copiaram tal serviço. É prático e barato.

NO caso de haver necessidade de beber água em locais públicos, os recipientes até que são iguais aos do Brasil, mas os copos são literalmente diferentes e mais práticos e não ocupam tanto espaço. São pequenos copos de papel engomados, com uma indicação explicando para você desdobrar e apanhar água no filtro. Depois é só amassar e jogar numa pequena caixa e dali para o lixo. Fácil e prático e até mesmo são estampadas propagandas na sua borda.

PARA comer as dificuldades aumentam em função dos nossos hábitos e costumes. Por lá somente são usados os famosos palitos. Não é fácil usá-los, mas a necessidade obriga que eles sejam manuseados, pois caso contrário, sua fome certamente aumentará. Há casos em que existem garfos e facas, mas são raros.

NOS vagões do trem-metrô, em todas as portas de entrada e saída existem em forma de cortesia, alguns jornais coreanos para os passageiros sentirem-se informados e que ajudam a passar tempo. Nos alto-falantes a maioria das músicas que são tocadas são chamadas músicas eruditas, é a cultura sendo enviada para a grande população.

HÁ casos curiosos de prestação de serviços à grande população, como por exemplo, os sapateiros. Nas grandes avenidas a prefeitura constrói pequenas barracas nas calçadas, como se fosse uma banca de jornal, e ali o sapateiro conserta todo tipo de sapato, enquanto o freguês fica sentado assistindo a um pequeno televisor, é muito legal, pois no piso existem tapetes orientais de rara beleza.

AS faixas comunicando eventos da cidade tem um lugar próprio nos grandes cruzamentos. São armações de ferro todas padronizadas, que recebem as faixas e desta forma não poluem as ruas como no Brasil. Para cada cor de faixa, significa o tipo de quem está desejando comunicar. No caso da prefeitura, todas as faixas tinham a cor laranja, serviços médicos, na cor vermelha.

TODOS os prédios de apartamentos, tem em torno de 18 andares e em toda a Coréia do Sul apresentam o mesmo projeto. Por lá não existem nomes de ruas, apenas os prédios tem um grande número na torre de água. O trânsito é feito todo no sistema inglês, ou seja, tudo ao contrário daquilo que temos no Brasil. É complicado, pois temos a sensação que estamos sempre na contramão.

NAS praias as mulheres ficam sempre debaixo dos guarda-sóis. Suas peles alvas e brancas como uma autêntica porcelana chinesa, não aceitam tomar sol e daí quanto mais branca a coreana, mais bonita se apresenta aos seus namorados, o detalhe é que não se observa mulheres obesas e rechonchudas, todas magrelas mesmo.

NOS shoppings, nas entradas dos estacionamentos é praxe você encontrar uma jovem coreana como se fosse uma baliza em nossos desfiles cívicos, dançando e com um largo sorriso dando boas vindas àqueles que estão chegando. Estas moças também são usadas nas campanhas eleitorais, especialmente nas esquinas chamando a atenção do grande público. 

NA Coréia do Sul, a maioria dos hotéis também são usados para velórios. Em Ulsan, uma cidade do interior, fiquei chocado numa noite quando fui dormir e ali estava acontecendo um concorrido velório, com flores para todos os lados. Até mesmo os elevadores parecem os de hospitais, para abrigar um caixão quando for necessário, são longos para comportar macas e outros babados.

FINALMENTE a participação dos idosos em serviços comunitários, como por exemplo, plantar flores e fazer jardins nas margens de rios e córregos. A prefeitura ajuda com material e apoio logístico, e os aposentados fazem verdadeiras obras de arte nestas margens. É muito legal esta participação da terceira idade, um verdadeiro exemplo comunitário.

LOGO mais, hoje à noite, a partir das 20h30, estarei em Curitiba transmitindo com a Equipe Furacão da Rádio Terra AM 1330 KHz, valendo pelo Campeonato Brasileiro Série B, o jogo Paraná x Grêmio Barueri. Adriano Zini comanda esta grande jornada e ao lado de Marchetti estarei nos comentários. Até lá!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

ESTOU completando 33 anos de criação e publicação sem interrupção na nossa tribuna CHECK-UP. Puxa, como o tempo passou rápido! Lembro muito bem naquele dia do ano de 1978, quando o jornalista e amigo Carlos Alberto de Araujo Faria, fundador do Jornal A RUA, puxou-me pelo braço e disse: “...retrate as coisas mais importantes da nossa região, faça um check-up dos acontecimentos...”.
PRONTO! A partir daquele momento não parei mais, retratei muitos fatos e curiosidades deste longo período. Fiz muitas viagens em função de meu trabalho como radialista esportivo, inclusive a participação ao vivo em sete Copas do Mundo. Nunca mais esqueci a imagem de Faria com seu talento e percepção de jornalista consagrado e experiente. Foi um mestre na arte da comunicação, um exemplo de profissional.
OUTRO dia fui questionado para transcrever num livro as minhas memórias calcadas nestes 33 anos de CHECK-UP. Todo este trabalho está publicado nos jornais osasquenses: A RUA, O GRANDE OSASCO e CORREIO PAULISTA. Mais ou menos o total de laudas publicadas ultrapassam 1600. Sem dúvida, para condensar todo este material não será nada fácil. Entretanto, a idéia está ai e quem sabe para muito breve iremos convertê-la em memórias.
HOJE passados tantos anos, e com minha experiência de tantas viagens internacionais, fico satisfeito em ver espalhadas por todos os cantos, tantas escolas de aprendizagem do idioma inglês. Pela moderna globalização não se admite mais um jovem que não entenda este idioma. Nestes anos todos, senti na pele as dificuldades de comunicação, especialmente pelo fato de não dominar bem este idioma.
QUANDO você está no exterior, ninguém vai ficar preocupado se você entendeu ou não, ao contrário, viram as costas e a encrenca fica nos nossos ombros. Mais recentemente na África do sul, na cobertura da última Copa, a nossa turma era composta por oito jornalistas, entre Osasco, Salvador e Feira de Santana da Bahia.
POR lá ficaríamos por um longo período, de quase sessenta dias, e alugamos uma casa na periferia de Joanesburgo e também uma Van, para os deslocamentos. Em primeiro lugar chegamos na casa (espécie de um condomínio fechado), havia por conta do “pacote” uma empregada que somente falava o idioma zulu, daí...
TRANSITAR pela cidade de Joanesburgo (mão inglesa) onde tudo é ao contrário do nosso sistema é muito complicado. A direção ao contrário, parece que a todo momento estamos na contramão. É um sufoco. Ninguém queria assumir este encargo. Tentamos contratar um motorista e por US$ 1.500, conseguimos por 40 dias um simpático sul africano.
ENTRETANTO nem tudo estava perfeito. O nosso motorista falava zulu (um dos muitos dialetos da África do Sul) e arranhava o inglês. Imagine a situação, todos os dias, oito jornalistas numa Van, sendo conduzidos por um “estranho” que não falava e nem entendia o nosso idioma.
TODOS os dias pela manhã, fazia as minhas caminhadas pelo residencial e numa manhã encontrei com um pedreiro e o cumprimentei dando um “bom dia” e curiosamente ele respondeu “bom dia”. Em seguida indaguei se ele falava português e fez um gesto afirmativo balançando a cabeça e acompanhado de um largo sorriso.  
NA verdade o meu novo amigo era de Moçambique, ex-colônia de Portugal e além de falar bem o nosso idioma, também entendia muito bem o “zulu”. Pronto, acho que encontrei a fórmula de comunicação com o nosso motorista africano. Fiz uma cartolina com todas as necessidades escritas em português e zulu para os mais variados lugares que precisávamos trabalhar, tipo ir ao hotel da Seleção Brasileira de Futebol, e assim por diante. Pronto! A comunicação estava momentaneamente resolvida. Ufa! Foi um sufoco...
DEPOIS de quarenta dias, o nosso amigo motorista africano, já alimentava a idéia de vir trabalhar no Brasil. Até mesmo algumas expressões como “tudo bem” ele já falava, e quando nos despedimos deste jovem simpático no aeroporto, até mesmo uma lágrima rolou de seus olhos ávidos e umedecidos. Foi a comunicação que mais uma vez nos uniu.
NA Copa do Mundo no Japão e na Coréia do Sul, especialmente neste último país, a comunicação era uma “barra”. Especialmente em Ulsan no interior da Coréia, onde a Seleção Brasileira ficou em preparação. Para comer era um martírio, pois além de não conhecermos nada da alimentação coreana, também não conhecíamos nenhuma palavra.
POR lá mais uma vez a improvisação foi importante para nós brasileiros. Alugamos celulares e conseguimos algumas pessoas que falavam espanhol e coreano, assim na hora das dificuldades fazia-se uma operação triangular. Quando por exemplo, fomos alugar um carro, a nossa comunicação foi facilitada pelo nosso amigo espanhol, que por sua vez falava coreano. Não foi nada fácil...
APENAS alguns exemplos mostram claramente as incríveis dificuldades que enfrentamos no exterior, no que diz respeito à comunicação. Certamente, que ao instante que alguém fala bem o inglês as coisas, via de regra, são facilitadas. Portanto, não se descuide, aprenda inglês se pretende rodar este mundo afora...
AO longo desta última semana o prefeito Rubens Furlan declarou à Rádio Terra, que sua solicitação ao Governo do Estado para a criação de um Trem Expresso entre Pinheiros e Barueri, foi atendida, com paradas em Osasco e Carapicuíba. O tempo previsto entre Barueri e Pinheiros, será de 20 minutos e a novas linhas serão adaptadas ao lado das atuais existentes. É uma boa...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

NA semana passada, abordei alguns cuidados que todos devem tomar na organização para uma viagem internacional, especialmente a necessidade de adquirir o “seguro-saúde”. Hoje vou falar sobre as vantagens de viajar por alguns países europeus, de carro.

SEM dúvida viajar de carro na Europa é algo muito legal, mas de minha parte, tenho verdadeira paixão em viajar no interior de Portugal, interior da França e Itália. Também faço minha distinção pela Áustria e Alemanha. 

NO caso de Portugal há muitas vantagens para nós brasileiros, especialmente, pelo idioma e claro, alguns hábitos e costumes. Saindo da capital Lisboa, em direção ao norte, a primeira parada fica por conta da maravilhosa cidade praiana de Nazaré.

É um lugar encantador, onde o progresso ainda não chegou. As velhinhas todas de preto, simbolizando um luto eterno e permanente. Nesta cidade não deixe de comer a verdadeira sardinha assada à maneira portuguesa. São vendidas nas avenidas à beira mar, e certamente você nunca mais se esquecerá das sardinhas de Nazaré.

ANDAR por Portugal não é tão difícil, afinal este pequeno território tem um pouco mais de 90 mil quilômetros quadrados. Mas, tudo é forrado por uma história repleta de conquistas e de cultura. Tudo isso tem muito a ver com a nossa maneira de viver no Brasil.

A próxima parada é o grande Santuário de Fátima, sem dúvida, um dos maiores monumentos à fé cristã. Assistir uma missa e conhecer detalhes desta pequena cidade é inevitável. Passar uma noite neste local e jantar um prato típico, acompanhado de um bom vinho, faz parte das boas coisas da vida.

LOGO pela manhã depois de um farto café, seguir em direção à magnífica capital do ensino português: Coimbra. Visitar a biblioteca (uma das mais famosas do mundo) é um passeio obrigatório. Almoçar nas ruas estreitas de Coimbra nos grandes casarões é sem dúvida, ter um encontro com o melhor bacalhau do mundo.

DEPOIS de Coimbra, a próxima parada é a segunda cidade de Portugal e talvez a mais tradicional de todas, a bela Porto, bem ao lado do legendário Rio Douro, onde nas suas margens é produzido o famoso vinho do porto, admirado pelo mundo todo. Nesta cidade, segundo os próprios portugueses estão os mais famosos restaurantes do país. Escolha o mais charmoso e bom apetite...

NA volta de Porto para a capital Lisboa, escolha o caminho pelo interior e não mais pelo litoral. Ali será o encontro com a Serra de Estrela, onde as uvas e azeitonas são consideradas as mais saborosas do mundo. É uma região encantadora de pequenas propriedades e de restaurantes rústicos e de uma qualidade incrível.

POR lá todo restaurante ou parada na estrada você encontra o presunto cru, pendurado no teto, com um cheiro altamente convidativo. Uma parada nestes lugares implica em saborear este presunto cru e claro, um vinho da região. Também neste local existem as frutas vermelhas chamadas de cerejas portuguesas, uma delícia ímpar e inesquecível.

NÃO se esquecer de dar uma paradinha em Vizeu, a capital demarcada do vinho de Dão, é uma cidade de muita história. Ao lado de Vizeu, na cidade de Belmonte, nasceu Pedro Álvares Cabral, um “amigo” muito conhecido, que andou muito por aqui no nosso Brasil. Um ótimo lugar para pernoitar e deliciar-se com um vinho de Dão.

DESVIAR e conhecer as cidades do norte: Trancoso e Guarda, especialmente para mim, pois nesta região, nasceu meu pai, que de lá saiu com apenas 9 anos para o Brasil. Sua aldeia chama-se Póvoa do Conselho e está do mesmo jeito de quando ele saiu. Foi para mim uma grande emoção conhecer a casa de pedra onde papai nasceu.

A partir de então tomar a rodovia nº 18 e curtir uma paisagem maravilhosa com uma natureza pródiga e as plantações de cortiça, que são cascas trabalhadas e que mantêm o gosto apurado das bebidas, especialmente os vinhos. Toda parada merece umas fatias do presunto cru português, acompanhado de uma taça de vinho tinto.

FINALMENTE antes da chegada a Lisboa, uma parada em Santarém, cujo progresso está fincado no poderio industrial de Portugal, especialmente as montadoras de carros. Mais alguns quilômetros e pronto, está novamente na capital Lisboa, moderna, com grandes shoppings e ao lado toda a história de nossos ancestrais, portanto esta é uma simples visita a Portugal que fiz e que sugiro a todos meus amigos. Boa viagem...

FALANDO em viagem de carro na Europa, quem está curtindo uma viagem na baixa Itália neste momento, é o deputado estadual Dr. Celso Giglio. Apenas alguns dias e, ele estará de volta para reiniciar suas atividades na Assembléia Legislativa. Ainda Giglio reluta em disputar a prefeitura de Osasco, segundo alguns, o problema ocorre pelo elevado custo desta campanha.

LOGO mais à noite, estarei com a Equipe Furacão da Rádio Terra AM 1330 KHZ, na transmissão do jogo pelo Campeonato Brasileiro Série B, entre São Caetano x Grêmio Barueri. Tudo a partir das 20h30 com Zini, Marchetti e este amigo. Na terça-feira, às 19h na Arena Barueri: Grêmio Barueri x Vila Nova, de Goiás.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

PARA muitos viajar e conhecer outros lugares, são uma preferência primordial. É o meu caso, troco qualquer coisa por uma viagem. Faço este “exercício” há mais de 40 anos, ainda que ultimamente tenha feito apenas em  nível nacional.

ENTRETANTO muitas coisas mudaram nestas quatro décadas. Fazer uma viagem internacional naqueles áureos tempos tinha uma espécie de “cerimonial” que ninguém abria mão. No início dos anos 70, quando realizei a minha primeira incursão pela Europa, através da Varig, no momento das refeições, por exemplo, os talheres eram de prata e claro havia alternativa no cardápio, como vinhos e champanhes.

QUASE todos os passageiros viajavam de terno e gravata. As mulheres desfilavam roupas exclusivas e maravilhosas. Uma aeromoça da época era selecionada a dedo e não raro eram escolhidas como misses com muita frequência.

 ATUALMENTE tudo mudou. Não há mais lugares disponíveis para nenhum lugar. Tudo está lotado. A economia é uma das responsáveis por esta radical mudança. Há casos, em que é bem mais econômico voar, do que ir de ônibus. Outro dia minha filha viajou para Joinvile pela TAM, ida e volta por R$ 190,00, enquanto que somente a passagem de ônibus custa mais de 50% desse valor.

TENHO viajado bastante pelo Brasil nestes últimos meses e sinto a diferença. Os aeroportos literalmente lotados. Estacionamentos então nem pensar. Tudo está superado. O progresso avassalador chegou para valer, assim a defasagem da infra-estrutura está visível. Até reservas em hotéis estão difíceis.

O parcelamento das passagens também contribui para que o contingente de passageiros aumente consideravelmente. Tenho notado, especialmente no norte e nordeste que pessoas bem simples, fazem parte do novo perfil de passageiros que usam o sistema aéreo brasileiro.

AS viagens internacionais obedecem o mesmo fluxo. Miami e Europa são destinos altamente preferidos pelos brasileiros, para não falar dos navios maravilhosos que cortam as costas brasileiras. Cada vez mais os transatlânticos chegam ao Brasil em busca de mais passageiros. Bem, é o preço do progresso!

 NUNCA é demais advertir que nas viagens internacionais, algumas medidas devam ser tomadas pela própria complexidade de problemas que possam surgir como doenças ou acidentes. Assim se faz mister que nunca viaje sem um seguro de cobertura da saúde no período em que ficar fora. 

JÁ vivi experiências que justificam amplamente o que tenho dito com relação ao seguro saúde. Na Alemanha na Copa do Mundo, tropecei numa corrente de um hotel e tive um profundo corte no supercílio direito. Imediatamente fui atendido no Pronto-Socorro de Frankfurt e fui coberto pelo seguro. Não tive nenhuma despesa.

Há alguns anos, minha esposa teve que ser internada num hospital em Mendonza na Argentina. O que parecia ser um problema simples no pulmão, acabou deixando-a por mais de 15 dias no hospital. Sem dúvida o custo foi altíssimo e fui salvo pelo seguro saúde.

É bom dizer àqueles que não conhecem este tipo de seguro, trata-se de um custo baixo, e pode ser adquirido na própria agência em que comprar sua passagem e também realizar sua reserva de hotel. Viaje muito, mas não esqueça o seguro saúde. Na verdade trata-se de um grande ANJO DA GUARDA...

PARA finalizar não se esqueça de fazer seguro da bagagem, pois nunca tantas malas esqueceram o “caminho de casa”, especialmente se sua rota tiver escalas. Não há nada mais constrangedor do que chegar ao exterior e ficar sem roupas. Além de comprar roupas novas, o seu aborrecimento não terá fim. É um saco!

NA semana passada estive na cidade de Macaé, no estado do Rio para fazer a transmissão do jogo, Grêmio Barueri x Duque de Caxias. Esta cidade dista do Rio 200 quilômetros e ali está a maior base da Petrobrás no Brasil. Quando estava arrumando meu equipamento de rádio dentro DO ESTÁDIO, ALGUNS RADIALISTAS LOCAIS INDAGARAM-ME SOBRE Barueri e perguntaram sobre Rubens Furlan.

O curioso é que estes jornalistas sabiam quase tudo sobre o prefeito Furlan, especialmente sobre sua obra de maior visibilidade, a conhecida ARENA BARUERI. Impressionante como este moderno estádio tornou Barueri uma cidade literalmente conhecida em todo o Brasil.

FALANDO em Arena Barueri, amanhã 16, a Equipe Furacão pela Rádio Terra AM 1330 KHZ, estará transmitindo o jogo valendo pelo Campeonato Brasileiro Série B, entre Grêmio Barueri x Icasa, de Juazeiro do Norte. O nosso trabalho terá início às 15h30 com Adriano Zini, Toni Marchetti e este amigo. Até lá e um grande abraço...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

COM nossa equipe de esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, estamos transmitindo os jogos do Grêmio Barueri no Campeonato Brasileiro de Futebol da Série B. Em assim sendo, tenho viajado bastante este Brasil de norte a sul, e claro observando com detalhes o crescimento de nosso país.

NESTA última terça-feira, estive na cidade de Macaé, onde o Grêmio Barueri venceu o Duque de Caxias por 3 x 2. Fiquei impressionado com esta cidade que dista do Rio de Janeiro aproximadamente 180 Km. Sua população está em torno de 200 mil habitantes.

É a capital nacional do petróleo e abriga a sede da Petrobrás na Bacia de Campos, responsável pela produção de 83% do petróleo e 42% do gás nacional. Ao lado de Paulínia e Barueri, ambas de São Paulo, são as cidades que mais crescem no Brasil.

ESTE crescimento vertiginoso de Macaé tem início em 1978, quando foi escolhida como sendo a sede operacional da Petrobrás na Bacia de Campos. A partir deste momento vive em constante ebulição, crescendo a uma taxa de 5% ao ano, uma das mais altas do Brasil. 

É tão grande sua arrecadação que Macaé será a segunda cidade do interior do Brasil a ter metrô de superfície, além disso, o município vai continuar sendo a principal base de operação para a indústria “offshore” com a exploração das novas reservas de petróleo no pré-sal.

MACAÉ está entre as cidades do Brasil que tem a melhor qualidade de vida. Além de uma costa de lindas praias é o lar de pessoas que vem de todo o Brasil e de todo o mundo. Até mesmo as placas de vendas e aluguéis de grandes áreas são escritas em português e inglês.

SUA rede de hotéis e vastíssima como Sheraton, Ibis, Mercure, Confort e outros com mais de 1,2 mil quartos. No entanto, necessitei de um quarto de terça para quarta-feira na semana passada e não encontrei: TODOS LOTADOS. Somente consegui depois com muitas dificuldades numa pousada.

POR tudo isso, está cidade é disparada uma das mais caras do Brasil, inclusive comprar combustível nas bombas da cidade, é impressionante, como seus preços disparam em relação daqui da nossa região, afinal é dali que sai quase todo petróleo do Brasil, é difícil de acreditar...e entender!

DE acordo com o IBGE (dados de 2006) o PIB de Macaé é de R$ 120 mil, 30% maior que a média nacional. O salário médio do morador de Macaé é de 7,9 salários mínimos, com uma média de 3,08 moradores por domicílio. Seu novo estádio de futebol é um dos mais modernos do Brasil e comporta 20 mil torcedores.

SEU aeroporto comporta uma das maiores frotas de helicópteros, que servem para intermediar o transporte de técnicos da cidade para as plataformas de petróleo em alto mar. Até mesmo um moderno residencial “Alphaville” acaba de ser construído e totalmente vendido a preço de ouro.

PROCUREI saber da origem da palavra MACAÉ e disseram que vem da palavra MIQUILÉ, ou seja, rio dos bagres, o peixe mais abundante da região. Assim, quem quiser conhecer esta cidade leve bastante dinheiro, pois é uma das mais caras do Brasil, apesar de todo petróleo estar por ali.

NA cidade de Barueri o processo sucessório ainda que discretamente, já começou e ainda que o prefeito Rubens Furlan, não terá amparo legal para tentar sua reeleição, já é notório o seu apoio ao vice-prefeito Carlos Zicardi, que já foi vereador e ocupou várias secretarias, inclusive no momento responde pela Secretaria de Esportes.

 NESTES últimos dias tomei conhecimento, que numa recente pesquisa encomendada na cidade de Barueri, quando a população é indagada se votaria no candidato de Furlan para prefeito, a resposta é de 46%, ou seja, é uma fonte de enorme credibilidade do trabalho de Rubens Furlan, em seu vitorioso quarto mandato.

NA cidade de Osasco, um dos mais credenciados a disputar a sucessão do prefeito Emidio de Souza é o deputado estadual Celso Giglio, que estaria disposto a ceder seu espaço a dois aliados: Cláudio Piteri e Dr. André Sacco. Mais certamente muita água vai passar debaixo da ponte de Celso Giglio. 

COM a melhora do Grêmio Barueri no Campeonato Brasileiro Série B, agora na 9ª colocação, somente no dia 16 às 16h, estará jogando contra o Icasa, da cidade de Juazeiro do Norte, terra do Padre Cícero. Com certeza será uma atração a todos nordestinos que vivem na nossa região Oeste e de também conhecerem a moderníssima Arena Barueri.