quinta-feira, 19 de maio de 2011

O mundo está ficando cada vez mais globalizado. Vendemos e compramos mercadorias de todas as partes. A comunicação passa a ser um instrumento vigoroso e primoroso para nos entendermos. Na maioria das vezes o idioma inglês é o mais usado, entretanto, há casos em que a coisa fica muito complicada.

NO ano de 2002, fiquei quase dois meses com a Equipe Furacão de Esportes na Coréia do Sul, na cobertura da Seleção Brasileira de Futebol na Copa. O Brasil treinado pelo Luiz Felipe Scolari escolheu como sua sede, a pequena cidade de Ulsan, situada a mais de 600 quilômetros da capital Seul.

NESTA cidade ficamos quase um mês, lado a lado dos preparativos da nossa Seleção. Ulsan tem aproximadamente 1 milhão de habitantes e a maioria da sua gente, todos ou quase todos, trabalham nas empresas do grupo Hyundai, que inclusive bancou a construção do estádio, onde o Brasil estreou.

PELA sua posição geográfica e bem distante da capital, Ulsan mantém bastante as suas raízes e cultura milenar. Todos os dias há dois barcos grandes que fazem a travessia do mar do Japão, entre Ulsan na Coréia até Hiroshima no Japão, num tempo estimado de quase três horas.

CONFESSO que trago gratas lembranças desta cidade e de seu povo, bastante gentil e fidalgo. O grande problema em viver um bom período neste lugar, sem dúvida, foi comunicação. Eles só falam o coreano e nada mais, de nossa parte o português e arranhamos o inglês. Daí...não dá liga.

NA base da mímica resolvíamos boa parte de nossos problemas, mas quando chegava a hora de comer o “bicho pegava”. Tudo ou quase tudo que eles comem, nós não comemos por aqui e vice versa. A base da alimentação na Coréia é uma farinha de peixe, que serve como base para todos os pratos, na verdade são cumbucas de barro, cujo cheiro é de doer os miolos.

LEMBRO bem que numa noite, nós da Furacão e mais dois companheiros do rádio baiano, com uma fome de “leão”, resolvemos jantar num restaurante, até bastante luxuoso, bem no centro da cidade de Ulsan. Entramos e as garçonetes coreanas com trajes típicos e com largo sorriso, nos encaminharam para uma mesa bem de canto.

AQUI teve início a “encrenca” da comunicação. Pedir o que? Feito do que? Cada um de nós recebeu o menu todo escrito em coreano, na verdade é um bocado de risquinhos. Todos seriamente observavam o menu e alguém fazia a clássica pergunta: “... e aí o que vamos comer?” Certamente ninguém tinha a resposta...

O repórter da Equipe Furacão, Toni Marchetti, procurou usar a velha técnica de examinar o que as demais mesas tinham em matéria de comida e claro para quem sabe, depois de apreciar, chamar o garçom e pedir o mesmo, com um gesto de dedo, mas até mesmo o experiente Marchetti sucumbiu diante daqueles pratos exóticos.

CONCLUSÃO óbvia que todos chegamos, vamos ter que jogar no “bicho” e torcer para dar certo. Não deu outra, cada um colocava o dedo no cardápio e dizia ser aquele que gostaria de jantar. A rigor ninguém sabia nada, absolutamente nada, daquilo que havia pedido. Foi mesmo uma loteria. Era aguardar e torcer. O tempo passou...

LÁ pelas tantas, vem uma “equipe” de coreanos com os pratos por nós sorteados e um deles pegava uma cumbuca e dizia, imagino, que perguntava em coreano de quem era aquela escolha. Foi uma zona na mesa, ninguém queria aquela esquisita sopa cor de abóbora cheirando a peixe fisgado há algumas semanas.

NINGUÉM gostou de nada. O repórter da Equipe Furacão Abrahão Cesar colocou na cabeça que sua “sopa” tinha uns ossos, que na opinião dele era de uma cabeça de cachorro. Conclusão é que sequer tocou na dita cuja. Até hoje quando lembramos da sopa coreana, ele ameaça vomitar e fazer aquela cara de quem não comeu e não gostou.

PRA terminar bem a noite naquele memorável jantar, veio a conta super dolorosa, tentamos até contestar, mas como? Que tipo de comunicação usaríamos para reclamar do preço? Pagamos depois de meia hora de acertos e contas divididas, aquela velha história que todos conhecem ao fechar a conta num restaurante. Ah! Na saída serviram um cálice de uma bebida, cujo cheiro lembrava um cano de guarda chuva envelhecido...

PORTANTO meu amigo, que fique bem claro, que quando você não está na sua terra, procure se adaptar aos hábitos, usos e costumes de cada país. Na Coréia do Sul, aprendi que há um grande respeito pelo semelhante, mas na alimentação não adianta chorar: ou você come o que tem por lá ou morre de fome. Certamente a primeira hipótese é a que vale..., portanto a melhor prova é que estou escrevendo esta história para você.

NA volta do Grêmio Barueri para a sua base, muita gente participou do projeto. Mas, especialmente o Secretário de Esportes Carlos Zicardi e o empresário no ramo calçadista Domingos Britto, foram fundamentais. Assim a região Oeste, continua mantendo uma boa força no futebol profissional.

NESTA sexta-feira, a partir das 20h30 a Equipe Furacão da rádio Terra AM 1330 KHz, estará falando da cidade de Goiânia, na transmissão do jogo valendo pelo Campeonato Brasileiro da Série B, Goiás x Barueri. Adriano Zini comanda a Furacão. Boa sorte Grêmio Barueri na sua estreia no Brasileirão B.

domingo, 15 de maio de 2011

VÁRIOS amigos que apreciam a nossa coluna semanal questionam a este jornalista, que gostariam que fosse transcrito boa parte das matérias publicadas num livro, alegando que certamente teriam muitas coisas interessantes e fatos curiosos, que aconteceram ao longo destes trinta anos. 

EM primeiro lugar é bom lembrar que o nosso Check-Up estará completando 33 anos no dia 18 de agosto. Aliás, tudo começou no ano de 1978, quando necessitei realizar um estágio da Faculdade de Jornalismo. Incentivado pelo meu amigo e já falecido Carlos Alberto de Araújo Faria, fundador do jornal A Rua, administrado até hoje pela sua esposa Clara Rodrigues Faria.

CERTAMENTE não poderia ter um professor melhor. Carlos Faria iniciou sua carreira no jornal O Dia, redator do Popular da Tarde e Folha de São Paulo. Era um jornalista, cuja vocação extrapolava a tudo e a todos. Sempre segui sua orientação sábia e racional no jornalismo. Meus primeiros passos no Check-Up tiveram a condução segura do Mestre Faria, a quem sempre rendo minhas homenagens.

NO início do meu trabalho nas páginas do jornal A Rua, até mesmo o nome da coluna, foi autoria de Faria. De lá para cá, nunca mais o Check-Up deixou de ser publicado: teve início no A Rua, depois no Grande Osasco e nestes últimos anos no Correio Paulista. Com certeza, creio que quase toda a vida desta coluna, pode ser juntada nestes três jornais osasquenses.

PARA os meus amigos que gostariam de ver tudo em um livro, é bom ressaltar, que boa parte teria que ser adaptada e outra desprezada. Para se ter uma pálida idéia da quantidade de material publicado, ao longo de quase 33 anos, fiz um cálculo aproximado de que escrevi ao todo 1660 colunas, que medidas em papel sulfite representam aproximadamente 4800 folhas, ou seja, todas empilhadas dariam 50 centímetros de altura.

RESUMINDO é um trabalho e tanto, adaptar todo este material em livro. É claro que teríamos que ter um jornalista pesquisando quase 1700 colunas e filtrando tudo de interessante e eliminando as gorduras prescritas pelo tempo. Também muitas histórias podem ser rejuvenescidas. Há no processo todo, boa parte de fatos que fizeram a história de Osasco e de toda nossa região Oeste.

AINDA não decidi se irei realizar este trabalho, mas os insistentes pedidos para fazê-lo por parte de muita gente que gosto, deixou minha mente em ebulição. Necessariamente todo este material passa por fatos verdadeiros que aconteceram comigo, nesta vida cigana em boa parte do mundo.

COM certeza ainda voltarei a este assunto, quem sabe vamos fazer um livro cujo teor possa perpetuar as maluquices de um jornalista carimbado com o Título de Cidadão Osasquense, de autoria do vereador Sebastião Bognar. Já escrevi ao todo três livros, a maioria biográficos, agora falta transformar o Check-Up, num livro bem “gordinho”, pois material é que não falta...

OUTRO dia estava fazendo meu programa de rádio e um jovem osasquense telefonou perguntando quem foi José Liberatti, que empresta seu nome aos dois mais importantes centros esportivos de Osasco: Ginásio de Esportes e Estádio Municipal no Rochdale. É verdade, os mais jovens desconhecem a história de Osasco e não custa nada relembrar quem foi a figura ímpar e querida do ex-prefeito de Osasco Professor José Liberatti.

ELE era funcionário público de carreira, sua função ensinar crianças. Veio para Osasco de São Manoel e no bairro do Rochdale, foi Diretor por 17 anos da conhecida Escola Estadual Júlia Lopes de Almeida. Foi tamanha a sua integração junto à comunidade (suas festas juninas eram famosas), que o prefeito Guaçu Piteri o escolheu para ser Secretário da Educação de Osasco.

SEU trabalho teve repercussão que o próprio prefeito Guaçu Piteri, o apoiou para disputar a eleição em Osasco, que aconteceu no dia 30 de novembro de 1969 e sua posse deu-se no dia 01 de fevereiro de 1970 e governou apenas por três anos, onde numa pescaria no Pantanal foi picado por um mosquito e veio a falecer prematuramente.
SEU enterro foi um dos maiores que a cidade de Osasco conheceu. Nesta altura era uma personalidade conhecida por todos. Assim nada mais justo do que o Grande Ginásio de Esportes em Presidente Altino, que comporta 4500 torcedores e o Estádio de Futebol do Rochdale levarem seu nome, fazendo justiça assim, ao seu empenho e trabalho realizado em Osasco. Era muito meu amigo e era uma figura espetacular.

AINDA é bom lembrar que o Estádio Municipal atualmente, com capacidade para 15 mil torcedores, foi inaugurado em 26 de dezembro de 1996, pelo então prefeito Celso Giglio, curiosamente esta data foi um dia após o dia de Natal. Até hoje este Estádio é conhecido pelo nome de JOSÉ LIBERATTI. Portanto está explicado ao ouvinte que fez esta indagação.

NESTE domingo, a partir das 15h30 estarei com a Rádio Terra AM 1330 KHz e Equipe Furacão de Esportes, na  transmissão direto de Santos da grande final do Paulistão 2011, entre Santos x Corinthians, com narração de  Adriano Zini, reportagens Toni Marchetti e toda a equipe de César Roberto. Até lá nos 1330 KHz da Terra AM.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

DURANTE esta semana o tema dominante junto à grande mídia foi o assassinato de Osama Bin Laden, o maior de todos os terroristas, pela Marinha dos Estados Unidos, numa pequena cidade de 100 mil habitantes do Paquistão, chamada de Abbottabad.
PARA quem conhece a alta tecnologia do exército norte americano, a prisão ou um sumário aniquilamento de Osama, seria apenas uma questão de tempo. Creio até que o período de 10 anos, desde o “abate” das torres gêmeas, em Nova York, até sua prisão e morte, foi um período longo demais.
AFINAL o que leva um ser humano a ter a vida de um terrorista? Filho de rico construtor da Arábia Saudita (com mais 54 irmãos por parte de pai), formado em engenharia, nascido em Riad há apenas 54 anos. O que teria levado a trilhar na prática de crimes hediondos, onde certamente na sua concepção, a vida humana não tem o menor valor, prevalecendo apenas a sua maluca ideologia.
ESTA ideologia que o levou a ser expulso da Arábia Saudita e ter se exilado no Sudão e depois no Afeganistão, onde lutou contra os soviéticos tendo o apoio dos americanos e em função disso nasceu seu ódio por este país, que além de ter sido a sua maior vítima, foi também nestes últimos dias o seu algoz.
AO longo de várias oportunidades tenho escrito nesta tribuna a minha experiência vivida ao longo de quinze dias, em que passei na Arábia Saudita, mais especificamente na sua capital Riad, mês de dezembro de 1997, quando lá estive com a Equipe Furacão de Esportes, cobrindo o “Torneio do Rei’, com a presença da Seleção Brasileira de Futebol, na época treinada pelo Zagalo.
TODA vez que penso no terrorista Osama Bin Laden, a minha memória volta à sua terra natal Riad, onde confesso ter visto as maiores dissonâncias no cotidiano, envolvendo os hábitos, usos e costumes de um povo. Foi ali que – sem entrar no mérito do certo ou errado -, observei enormes mudanças no campo social, em relação a nós brasileiros.
CERTAMENTE tudo está em função direta com a religião Islâmica predominante em toda Arábia Saudita. Esta religião muçulmana é substancialmente diferente de todas com as quais convivemos no Brasil, principalmente no que diz respeito ao seu aspecto de fanatismo. Orar cinco vezes ao dia e ter na mulher um objeto de subordinação, colocando-a apenas como reprodutora da espécie.
DE todos os lugares que estive neste mundo, devo confessar que a Arábia Saudita foi o país que me deixou mais intrigado com relação ao comportamento das pessoas, como por exemplo, ir à Praça das Execuções (um lugar feito exclusivo para penalizar e matar pessoas), onde criminosos tem suas cabeças decepadas e depois atiradas ao deserto, para a alegria das aves de rapina. Este ato não pretendo ver nunca mais... é por demais chocante! 
IMAGINE que este país não está aberto para turistas. Para entrar somente com “visto” especial, mostrando o que vai fazer ou deixar de fazer. No meu caso em 1997, fui a Brasília várias vezes para viabilizar meus documentos, mostrando que iria transmitir via rádio, jogos da Seleção Brasileira de Futebol, para o Brasil.
HÁ dois poderes distintos na Arábia Saudita: o do Rei e sua numerosa família, e o dos poderosos religiosos do Islamismo. Até mesmo o policiamento na cidade é realizado por religiosos (andam em duplas com longas roupas de cor marrom e longas barbas). São temidos e altamente respeitados. Se encontrarem uma mulher com o rosto descoberto, as consequências são imprevisíveis.
POR lá há inúmeros problemas, mas o financeiro praticamente não existe. Um dos maiores produtores de petróleo do mundo e claro, em todo o seu território é encontrado ouro. Tudo está por baixo de areia do deserto. Dizem que quando você der uma enxadada naquela areia, ou sai petróleo ou encontra ouro, daí...
EM cada esquina existe um local de oração, cuja identificação é feita pela figura de uma meia-lua e de inúmeros alto-falantes. Na hora da oração (o horário é determinado pelo nascimento do sol), todos saem correndo para estes lugares, cuja demora é de aproximadamente 30 minutos.
EM Riad há dois grandes aeroportos: o maior é privativo e é usado apenas pelo Rei Saudita e sua família e outro ao lado que é usado pelos pobres mortais. É a maior frescura para entrar ou sair da Arábia Saudita. São superrigorosos. Comigo por exemplo, quando cheguei a Riad, paguei os meus pecados por mais de quatro horas, tudo por culpa de um salame.
QUANDO fiz escala em Roma com destino a Riad, pensando na fome que eventualmente poderia sentir, comprei um salame e coloquei na minha bolsa de ombro. Por coincidência viajou comigo no mesmo avião o Leonardo, na época jogador, agora é técnico da Inter de Milão. Ao chegarmos em Riad, ao lado de Leonardo minha saída foi facilitada, até o instante em que um barbudo pediu para ver minha bolsa.
PRONTO! A encrenca estava armada. Mostrava o salame para mim com uma puta cara de bravo, e queria saber se dentro do embutido tinha cocaína. Fiquei aguardando o exame químico qualitativo do salame, para detectar se havia ou não droga. Depois de todo este bafafá, liberaram este pobre jornalista para desbravar a cidade.
ESTE cenário que pintei rapidamente serviu de pano de fundo, para a formação do maior terrorista do mundo, que neste último dia 1º de maio, encontrou a morte e seu corpo foi jogado ao mar. Que sua vida sirva de exemplo, de como não se pode agir neste mundo, ainda que sua terra seja eminentemente muçulmana...e complicada!
NESTE domingo, a partir das 15h30 estarei com a Rádio Terra AM 1330 KHz e Equipe Furacão de Esportes, na  transmissão direto do Pacaembu de Corinthians x Santos, valendo o título do Paulistão, com  Adriano Zini, Toni Marchetti e César Roberto. Até lá a partir das 15h30.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

NA semana passada tivemos dois feriados seguidos e, claro, o brasileiro fez a festa. Apanhou amigos e familiares e congestionou aeroportos, estradas e terminais rodoviários. Nada mais justo, especialmente para quem trabalha demais para pagar suas contas, aproveitar uma oportunidade destas.

É claro que há o lado negativo nestes feriados prolongados. Acidentes e mais acidentes, ceifam vidas preciosas e às vezes famílias inteiras. Analisar as razões não vem ao caso neste instante. As autoridades devem fazer a sua parte, especialmente no que diz respeito às estradas federais, a maioria delas uma verdadeira lástima.

NO entanto, o que desejo abordar com meu amigo leitor é o fato da maioria das pessoas não darem a mínima de quem originou o feriado. Vejamos por exemplo o que diz o nosso velho dicionário: FERIADO: dia ou tempo em que se suspende o trabalho civil ou religioso.

NA quinta-feira, por exemplo, 21 de abril, comemoramos o dia de TIRADENTES, o mártir da independência do Brasil. Na véspera perguntei ao filho de um amigo meu, que tem 12 anos, por que seria feriado no dia seguinte, a resposta veio bem concisa e rápida: “... acho que é porque um dentista aprontou demais por ai...”.

ALÉM de ser curiosa a resposta, achei bem original. Este garoto até que não tem culpa no cartório. Se não o ensinaram, certamente ele não teria obrigação alguma de explicar o porquê do FERIADO. Confesso que fiquei intrigado. No exterior vivi vários feriados e além das comemorações, todos sabem explicar com detalhes as razões que levaram a comemorar tal evento ou tal fato.

A nossa mídia, da qual faço parte há quase 40 anos, tem muita culpa. Gasta-se tanto espaço com tantas tranqueiras e baboseiras e quando surge um FERIADO todos teríamos no mínimo, de revisar até com detalhes o fato histórico ou religioso que deu origem a ele.

AINDA que com atraso, vou fazer minha parte com relação a TIRADENTES. Ele foi enforcado no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1792, portanto há 219 anos. Nasceu em 21 de novembro de 1748 em Pombal, Minas Gerais, de pai português e mãe brasileira. Com 19 anos recebe o apelido de TIRADENTES por suas habilidades odontológicas.

SEU nome completo Alferes Joaquim José da Silva Xavier, é bom lembrar que alferes seria uma patente militar, parecida com subtenente. Na sua época dois eventos internacionais de maior importância o influenciaram a desejar a independência do Brasil. A revolução francesa e a emancipação dos Estados Unidos do Reino Inglês.

ASSIM nasce um movimento no Brasil chamado Inconfidência Mineira, a luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do Governo Português, no período colonial cujo crescimento do movimento deu-se em 1789, em pleno “ciclo do ouro”. Na qualidade de colônia de Portugal, o Brasil tinha que pagar altas taxas de impostos.

EM 1785, Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em solo brasileiro. Em Minas Gerais quem encontrasse ouro teria que pagar 1/5 aos portugueses, quem não pagasse, até mesmo seria deportado à África. Mas, nesta época Portugal criou a “DERRAMA”: na exploração do ouro, todos deveriam pagar 100 arrobas de ouro (1.500Kg) para a Metrópole.

QUEM não conseguia cumprir esta tarefa, soldados da coroa entravam nas casas das famílias para retirar pertences e assim complementar. Todas estas medidas causaram mal estar e assim surgiram movimentos e idéias de liberdade, cujo objetivo era a INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.

UM grupo liderado por Tiradentes compunha uma elite da comunidade mineira. Eles chegaram até mesmo a definir uma nova Bandeira para o Brasil, composta de um triângulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim: “LIBERTAS QUAE SERA TAMEN” (Liberdade ainda que tardia...).

OS inconfidentes haviam marcado o dia do movimento para uma data em que a “DERRAMA” seria executada. Porém, um dos inconfidentes, Joaquim Silvério dos Reis, delatou o movimento para as autoridades portuguesas, em troca de perdão de suas dívidas. Todos foram presos e enviados para o Rio de Janeiro.

ACUSADOS pelo “Crime de Infidelidade ao Rei”, a pena maior recaiu sobre Tiradentes, condenado à forca em praça pública e esquartejamento, sendo que partes de seu corpo foram remetidas à exposição pública em locais em que havia pregado sua ação revolucionária.

EMBORA fracassada, podemos considerar a Inconfidência Mineira como um exemplo valoroso, da luta dos brasileiros pela independência, pela liberdade e contra um governo que tratava sua colônia com violência, autoritarismo, ganância e falta de respeito. Eliminava-se um inimigo, mas criava-se um mártir, ganhava uma batalha, mas começava irremediavelmente a perder a guerra, contra a Independência do Brasil.

ASSIM meu amigo leitor, e caro jovem que questionou quem foi Tiradentes, espero ter enfocado o porquê de um feriado tão bem aproveitado por todos e claro, justificando plenamente a sua perpetualidade para todos nós.

NESTE domingo, a partir das 15h estarei com a Rádio Terra AM 1330 KHz e Equipe Furacão de Esportes, na  transmissão direto do Pacaembu de Palmeiras x Corinthians, com  Adriano Zini, Toni Marchetti e César Roberto. Até lá nos 1330 KHz...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DURANTE esta última semana fui surpreendido pela morte de um grande amigo e jornalista notável. Viveu em Paris por mais de 38 anos. Nascido em Bauru e atendia sempre com um largo sorriso pelo nome de REALI JUNIOR. Seu primeiro nome Elpidio quase ninguém conhecia. Era o correspondente da Jovem Pan em Paris.

DURANTE muitos anos a Equipe Furacão viajou pelo mundo acompanhando a Seleção Brasileira de Futebol. Fizemos uma grande parceria com o rádio baiano, especialmente da cidade de Feira de Santana, com o nosso parceiro Dilson Barbosa. Nos anos 97 fomos à França, mais especificamente em Lyon, para a transmissão da Copa das Confederações.

FICAMOS em Lyon por mais de quinze dias. Alugamos uma Van e claro, nas horas vagas procurávamos conhecer aquela linda região da França. Numa determinada tarde, bem no coração da cidade, sentamos numa roda de jornalistas brasileiros, para um bate-papo e claro alguns bons goles de vinho francês.

BEM ao nosso lado estava sentado Reali Junior. Na época, Orlando Duarte fez as devidas apresentações. Quando falei que a nossa base era em Osasco e na região Oeste da Grande São Paulo, Reali disse que já havia ouvido alguém tecer comentários sobre a nossa equipe.

LEMBRO muito bem que a conversa rolou por um bocado de tempo. Com tantos anos vivendo na França, Reali Junior era um catedrático sobre este maravilhoso país, e contava coisas lindas, nas mais variadas áreas. Num determinado momento, resolvi indagar sobre qual ou quais lugares, próximos dali que ele poderia nos indicar para um passeio.

A resposta veio rápida. Pegou um pedaço de papel na mesa do bar em Lyon, e começou a riscar com muitos detalhes. Primeiro vocês irão conhecer a histórica cidade de LIMOGES. Não tem mais que 150 mil habitantes, é a capital de Limousin e possui o melhor caulin do mundo (matéria prima fundamental para o fabrico da porcelana branca).

A descoberta deste caulin aconteceu por volta de 1770 e a partir daí Limoges se tornou sinônimo de uma das melhores porcelanas do mundo. À medida que Reali explicava sobre esta cidade fez a sugestão de que comprássemos um prato feito a mão desta cidade histórica (hoje tenho este prato fixado no meu escritório).

DEPOIS desta visita, a mais ou menos 80 quilômetros dali, poderíamos visitar a famosa cidade de BOURG EM BRESSE com 40 mil habitantes, toda edificada em madeirame restaurado. Mas sua fama no mundo todo vem do seu saboroso POULET DE BRESSE (frango criado na planície agrícola de Bresse, de origem controlada), servido com molho cremoso e ervas mouras silvestres.

EM posse do papel desenhado por Reali Junior, no dia seguinte fizemos a viagem e tudo estava perfeito com uma riqueza de detalhes impressionantes. Com sua morte nestes dias vejo na minha parede o prato de Limoges e um distintivo de Bresse, que me conduz a amizade deste incrível jornalista, que nos deixou nestas últimas horas e que todos nós da Equipe Furacão guardamos agradáveis lembranças de sua amizade e de seu sorriso. Que Deus o tenha... e grato pelos momentos na França...

O futebol profissional na cidade de Barueri, vive um momento bastante tumultuado, tudo em função da má campanha do Sport Club Barueri, na Série A3, que culminou na desclassificação deste time, que a partir de agora terá um destino imprevisível. Mas, aguarde que o futebol profissional de Barueri será sacudido nestas próximas horas com incríveis novidades. 

FALANDO em Barueri, a Secretaria da Saúde anunciou nestes últimos dias, que a distribuição de remédios grátis à população no ano de 2010 atingiu a incrível marca de 1 milhão de remédios. São onze postos de distribuição e este serviço é motivo de orgulho das autoridades, especialmente do prefeito Rubens Furlan. Parabéns.

A Casa São Pedro tradição em materiais para construção, do meu amigo Eduardo Barkev, neste próximo ano deverá ampliar ainda mais sua rede, que atualmente é formada por quatro grandes lojas, uma inclusive na cidade de Carapicuíba. Sua tradição é de mais de 50 anos no ramo. É muita credibilidade desta empresa!

A movimentação política em Osasco continua com toda força. No PTB, o ex-vereador José Barbosa, deixa a presidência e assume o conhecido político Délbio Teruel, que deverá disputar a eleição para prefeito. É bom lembrar que o atual vice-prefeito de Osasco, Dr. Faisal Cury, pertence a esta legenda...

NESTE domingo, a partir das 15h30 a Rádio Terra AM 1330 KHz, com a Equipe Furacão de Esportes, estará  transmitindo pelo Campeonato Paulista de Futebol, mais uma grande partida, com  Adriano Zini, Toni Marchetti e este amigo, além de César Roberto no plantão esportivo. Até lá nos 1330 KHz...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

TENHO observado junto a vários amigos, quer em Osasco e, especialmente em Barueri, duas cidades nas quais tenho convivido mais amiúde, que os temas em quase todas as rodas já começam a ser intensos: o assunto sucessão municipal. Não há nenhuma outra eleição que desperta mais interesse do que a municipal.

OUTRO dia na fila do INSS (somente aposentado sabe bem o que representa ficar nesta fila algumas horas), fiquei ouvindo o papo de alguns senhores e por que não algumas senhoras. Inicialmente o assunto ficou centralizado no custo de vida, pois o aposentado sente na pele o quanto é pouco o seu pobre salário.

VIRA pra cá vira pra lá, o assunto retorna à política local, especialmente nas vilas onde estas pessoas convivem bem mais. É por lá que eles sabem bem a “temperatura” da política local. A predominância dos temas passam sempre pela educação, saúde e claro, pela segurança. 

O bom nestas filas onde o bate-papo flui bastante é que ninguém me reconhece e daí, entra sempre o faro e a curiosidade do jornalista, em saber bem mais sobre o que esta gente pensa sobre a política local. Quando perguntado sobre o trabalho do atual prefeito Emidio Pereira de Souza, quase sempre a resposta vem acompanhada de loas e dizem ser uma personalidade séria e interessada em resolver os problemas da cidade de Osasco.

TENHO notado também que até mesmo os empresários osasquenses já começam a conversar sobre a sucessão municipal. Na ausência do prefeito Emidio no páreo, ai começam as especulações. Como o prefeito atual não se manifesta de qual nome gostaria que viesse a sucedê-lo, as especulações rodam com incrível facilidade.

DE uma maneira geral, o que se percebe é que Osasco está carente de novas lideranças para disputar a Prefeitura. É um formidável eleitorado de mais 500 mil pessoas, que irão decidir em dois turnos a sorte do primeiro mandatário.

A boca pequena fala-se que os candidatos mais próximos e com maiores chances de terem o apoio de Emidio, passa pelo deputado Federal João Paulo Cunha, que nunca escondeu o seu desejo de governar esta cidade, que é uma das maiores do Brasil. Depois dele, certamente vem um “monte” como disse outro dia nos meus ouvidos o vereador do PT João Góis, num pronto-socorro.

CERTAMENTE o prefeito Emidio irá segurar até o máximo do processo, pois com a máquina administrativa em suas mãos, quanto mais se tardar melhor, especialmente em relação ao custo desta próxima campanha, que os mais pessimistas acham que serão necessários alguns bons milhões para a comunicação.

SEM dúvida, ouve-se muito o nome do deputado estadual Celso Giglio, que na verdade tem uma boa folha de serviços prestados à comunidade osasquense, especialmente na área da saúde, pois a sua condição de médico assim o exige.

ENTRETANTO tenho ouvido nestas rodas que está na hora de Osasco apresentar um nome novo nesta próxima eleição, ou pelo menos alguém que não esteja figurando entre os chamados medalhões. É o caso da opinião do empresário osasquense no ramo de madeiras Fernando De Nicola Junior, que entende ser a hora de lançar um nome como o do vereador Sebastião Bognar.

DISSE mais: que Bognar já está vacinado como um vereador operante e conhece tudo sobre Osasco. Afinal está na cidade desde 1969 (há 42 anos) e tem um passado exemplar, pois desde vender bananas e participar na Comunidade de Jovens Cristãos, com apenas 23 anos era o mais jovem vereador de Osasco. Em 1982 para prefeito obteve mais de 25 mil votos, numa acirrada disputa com o professor Humberto Parro, que venceu as eleições municipais. Este fato passou para a história de Osasco.

COM grande experiência do alto de seus 58 anos completados no último dia 17 de janeiro, quando questionado, Bognar continua reticente, mas com o eventual apoio especialmente de empresários é um nome que segundo alguns, poderá ser uma força num processo eleitoral de dois turnos, onde acaba sendo um verdadeiro tabuleiro de xadrez.

NA cidade de Barueri, pelo menos por enquanto, duas forças irão com chances para um combate, sendo que estas duas facções tem as mesmas raízes e as mesmas bases. Furlan o atual prefeito com índice de aprovação espetacular, no seu quarto mandato vai apoiar seu vice-prefeito Carlos Zicardi, outro experiente assessor de muitos anos de Furlan, acumulando também a Secretaria de Esportes.

A outra facção dissidente, o atual deputado Estadual Gil Arantes vai ter uma dura batalha, enfrentando seu ex- padrinho e criador de sua esteira política. Também em Barueri, desta feita as eleições municipais acontecerão em dois turnos, daí os eventuais apoios no segundo turno (se houver) são de vital importância. Tenho ouvido muitos afirmarem que Furlan ainda continua imbatível, pois em sua longa carreira, nunca perdeu uma eleição. É questão de aguardar, enquanto isso o papo rola a vontade nos bares e filas de bancos...

NESTE domingo, a partir das 10h, estarei com a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmitindo pela Série A3 o jogo Barueri X Velo Clube de Rio Claro, com  Adriano Zini, Toni Marchetti e César Roberto.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

NO último domingo aconteceu um fato futebolístico, motivado pelo goleiro do São Paulo, Rogério Ceni, que de uma maneira incrível, atingiu a marca dos 100 gols. Estou envolvido no futebol há muitos anos, e não acredito que esta marca seja quebrada nestes próximos 200 anos.

GOLEIRO no futebol é para defender sua meta e não deixar a bola passar de jeito nenhum, isso é o normal, mas goleiro fazer 100 gols cobrando faltas e penalidades máximas é realmente algo inédito e inusitado. Sua marca consumada no último domingo foi notícia no mundo inteiro.

ENTRETANTO o detalhe mais importante para nós da região Oeste é que este acontecimento ocorreu na ARENA BARUERI, um dos mais modernos estádios de futebol do Brasil. Este equipamento esportivo tem ajudado muito o futebol profissional com suas modernas instalações. É a obra de maior visibilidade de Barueri.

NESTA última segunda-feira, estive prestigiando a inauguração em Barueri, de uma moderna escola FIEB no Jardim Maria Cristina, chamada Prof. Dagmar Ribas Trindade, que fica bem próxima à Arena Barueri. Várias autoridades estavam presentes, inclusive o vereador Toninho Furlan, que é irmão do prefeito Rubens Furlan.

BEM na minha frente o prefeito Rubens Furlan pediu ao seu irmão que, imediatamente, entrasse com pedido na Câmara Municipal de Barueri para que o fato esportivo do Rogério Ceni, ficasse perpetuado para sempre na Arena Barueri e deixou escapar alguns detalhes.

LOGO no saguão de entrada da Arena Barueri será colocado uma placa comemorativa dos 100 gols de Rogério Ceni que naquele estádio foi feito o seu centésimo gol, de falta, na vitória de 2x1sobre o Corinthians, jogo valendo pelo Campeonato Paulista de Futebol de 2011.

ALÉM da placa, uma ampla foto mostrando o instante da cobrança da falta e uma placa de concreto com a impressão das mãos e dos pés famosos de Rogério Ceni. Em data a ser anunciada, o goleiro tricolor estará presente inaugurando esta significativa homenagem. Sem dúvida, um marco histórico da moderna Arena Barueri.

ESTE tipo de homenagem é bastante comum em estádios no mundo todo. Lembro bem, que na Inglaterra e Itália, são comuns estas homenagens. Na sede da Inter de Milão tem um poster gigante do jogador osasquense Jair da Costa, fazendo o único gol que deu o título de Campeão do Mundo para a Inter, jogo contra o Benfica na época do goleiro Costa Pereira que também aparece na foto.

LEMBRO bem, que na Copa do Mundo de 1994 nos EUA, conheci o Estádio Coton-Ball em Dallas, local da vitória histórica do Brasil diante da Holanda, com aquele famoso gol do Branco, lateral da nossa Seleção Brasileira. Bem, este estádio em Dallas tem uma enorme calçada e uma gigantesca parede com milhares de tijolinhos refratários, com os nomes dos doadores que contribuiram para a construção daquele estádio.

ATÉ mesmo o Estádio Prof. José Liberatti, no Rochdale, em Osasco, existe em função de um empresário visionário chamado Dr. Fernando Marrey Junior, que foi o responsável pelo loteamento do Rochdale nos anos 50, baseado numa cidade inglesa chamada de Rochdale, que fica a 11 milhas de Liverpool, no norte da Inglaterra.

O Dr. Marrey deixou uma ampla área para a construção do estádio e com o passar do tempo, atualmente esta área pertence à prefeitura de Osasco, onde é palco dos jogos do Grêmio Osasco pela Série A3. Que tal as nossas autoridades prestarem uma homenagem ao falecido Dr. Marrey, que há 50/60 anos teve esta grande visão. De minha parte, sou o primeiro a apoiar esta ideia.

O grande problema para a construção de novos estádios na nossa região, sem dúvida, são as carências de grandes áreas para a sua execução. Já não existem mais áreas livres, e as que existem são inúteis em fundos de vales. Portanto temos que cuidar das poucas “casas” de esporte que temos na nossa região.

BARUERI saiu a frente com a moderna Arena Barueri, que certamente será usada na próxima Copa do Mundo para alguma Seleção que ali fará seus preparativos. Em Osasco, o Estádio Prof. José Liberatti está sofrendo boas modificações e já apresenta outro visual. Agora falta o estádio da Vila Yolanda, onde vários planos existem para ser viabilizado de vez.

NESTE domingo, a partir das 9h30, estarei com a Equipe Furacão, da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmitindo o jogo pela Série A3 entre Paulínia x Sport Club Barueri, direto da cidade de Paulínia. Comigo estarão Adriano Zini e Toni Marchetti,   com César Roberto e equipe de plantão. Até lá nos 1330 KHz...