quinta-feira, 30 de junho de 2011

TENHO ouvido por todos os cantos, diversas pessoas dizerem que não tem SORTE na vida, e que tudo é difícil e complicado. Afinal o que na verdade existe com relação à SORTE das pessoas? Poucos idiomas do mundo explicam a sua realidade. É quase que uma exclusividade da nossa língua. 

LEMBRO bem, que quando estava trabalhando pela Equipe Furacão na cobertura da copa da Alemanha em 2006, vivi uma experiência das mais interessantes ao lado da Seleção Brasileira de Futebol. Estava num hotel na cidade de Leverkusen bem próximo à Colônia, onde o Brasil jogaria uma partida da Copa.

ESTA cidade alemã de nome complicado Leverkusen é eminentemente industrial, por lá estão as sedes de grandes complexos industriais, entre eles a poderosa Bayer, que tem mais de 15 mil funcionários e suas ramificações pulverizam todo o mundo.

NUMA tarde no calçadão de Leverkusen estava procurando um local para revelar minhas fotos e diante do bar com cadeiras do lado de fora, estavam três senhores engravatados tomando vinho branco e contando muitas histórias. Aproximei-me de um deles e expliquei numa mistura de línguas qual era o meu problema.

PARA minha surpresa, um dos mais idosos do grupo sorriu e perguntou qual era minha origem. Com orgulho fui retrucando que era do Brasil. O distinto cavalheiro sorriu e disse que falava minha língua, pois havia trabalhado no Brasil por mais de oito anos e havia ocupado a presidência da Bayer no Brasil e que inclusive, tinha um filho que nascera no Brasil.

APRESENTOU-SE como Dr. Becker e foi comigo até uma loja onde deixei meu filme para revelar. Tive que aceitar o convite para tomar um vinho com meu mais novo amigo alemão...e que amigo? Na sua vida já houvera trabalhado além do Brasil, na Argentina e na China, em todos os países na qualidade de presidente da Bayer, e mais 9 anos como presidente mundial da Bayer, cuja sede era na cidade em que estava.

ESTE senhor demonstrou toda sua admiração pela nossa gente e pelo nosso Brasil e convidou para um almoço no dia seguinte na sede da Bayer, este convite extensivo aos meus colegas brasileiros, que estavam trabalhando na cobertura da Copa do Mundo, um total de nove jornalistas. Tudo combinado e no dia seguinte tivemos um lauto almoço com o Dr. Becker.

SENTEI-ME bem ao seu lado e conversamos longamente. Num determinado momento fiz uma pergunta; o que uma pessoa como ele precisaria fazer para ter uma caminhada de grande sucesso na sua brilhante carreira de executivo? Ele coçou a vasta cabeleira branca e do alto de seus 84 anos fez um comentário que nunca mais esqueci.

UM ser humano quando nasce precisa ter o que vocês brasileiros chamam de SORTE, aliás no idioma alemão não temos este adjetivo. Ao nascer precisa ter SORTE para a saúde e meios para caminhar na vida com êxito e sucesso. Deu um exemplo bem simples que quando alguém nasce numa favela, sem dúvida, este não nasceu com SORTE, daí... SEM SORTE a vida será de difícil manejo.

DIANTE da explicação, fui logo dizendo que ele havia tido muita SORTE para ter aquela caminhada de sucesso. Com   minha colocação ele ficou triste de repente e disse que o seu pior momento na vida foi na última guerra mundial, quando ficou aprisionado pelos russos em campos de concentração soviéticos na Sibéria, por mais de dois anos.

INTERESSANTE que na medida que a conversa era desenvolvida, Dr. Becker começou a chorar e disse entre lágrimas, que este foi o pior período de sua vida, inclusive com enormes sequelas deste castigo e puxou-me como quem quer contar um segredo: “...este foi o período em que não tive nenhuma SORTE...”.

ASSIM toda vez em que ouço a palavra SORTE, minha memória retorna à Alemanha, onde em 2006 conheci um grande amigo, cuja fidalguia jamais vou esquecer e deu uma demonstração de como nós devemos conviver com  a SORTE pois não depende apenas e somente de nós, e sim do CRIADOR NOSSO PAI...Não é amigo?

NESTES últimos dias fiz algumas viagens com minha equipe de esportes, especialmente para cidades do interior. Em Varginha pude ver o marketing para vender o turismo em cima dos ETs. Bem no centro da cidade uma enorme nave (caixa d’água da cidade) toda iluminada e rotatória, demonstra como a cidade teria sido invadida pelos ETs, no seu redor pequenos ETs servem de fundo para fotos dos turistas.

NA cidade de Três Corações, para frente de Varginha, o detalhe fica por conta do trevo de entrada, onde aparecem 3 enormes corações de concreto e uma imagem de tamanho real de seu filho mais ilustre o PELÉ, dando aquele soco no ar. Um dos moradores da cidade disse que até mesmo na inauguração do trevo, o PELÉ, não compareceu.

É bom lembrar que PELÉ, nasceu em Três Corações, onde viveu apenas dois anos, depois foi com a família para São Lourenço e por ali viveu mais cinco anos, depois foi para Bauru, onde saiu para a glória com quinze anos para Santos, onde vive até hoje, na qualidade de Rei do Futebol. 

AMANHÃ estarei a partir das 16h na Arena Barueri, com Equipe Furacão da Rádio Terra AM 1330 KHz na transmissão do jogo: Grêmio Barueri x Vitória, da Bahia, pelo Campeonato Brasileiro da Série B, com Adriano Zini, Toni Marchetti e este amigo. Até lá e um grande abraço.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

SEM dúvida, uma das coisas que o jornalismo me proporciona e faz com que tenha uma grande dose de satisfação é a de receber cartas dos meus amigos leitores, são instrumentos aferidores da ligação entre o jornalista e os leitores. Hoje apreciaria muito em registrar e responder duas cartas que chegaram até a redação.

UMA delas trás a assinatura de um velho e querido amigo. Uma das figuras que a educação e o ensino, devem muito ao descortino e visão do Dr. José Cássio Soares Hungria. Por força de seu trabalho, não temos tido uma convivência mais próxima, mas à distância, tenho sempre acompanhado o crescimento de seu modular estabelecimento de ensino, orgulho de Osasco e região.

MAS repito, foi com enorme alegria que recebi uma cartinha assinada pelo Dr. Hungria, com os seguintes dizeres:     “Meu Caro Baltazar. Li, como faço de longa data, sua apreciada “Check-Up”! são viagens, histórias de Osasco, curiosidades, reminiscência, tudo muito gostoso de ler e saborear. Sinto-me, como já disse o Guaçu, “um osasquense que nasceu em Itapetininga”. Valeu. Na sua última crônica, você recorda o Jazz Band Galo Preto, cujo nome me soa conhecido. Não sei de onde. Vai aí, se é que você já não tem o livro de Lucas Pavão, pai de nosso amigo comum, Amaury, que é de uma leitura deliciosa. Tem uma caçada de paca no Tietê que dá água na boca... Voltando às suas festejadas crônicas: vamos pensar em editar uma coletânea delas? Já tenho até uma sugestão para o título: “As melhores do Baltazar em 32 anos delas”. Algo assim. Que tal? É muito sonho meu? Um abraço do Hungria”.

EM primeiro lugar desejo agradecer aos adjetivos elogiosos a nossa modesta coluna que envereda pelos caminhos de quase 33 anos sem interrupção. São pessoas como o Dr. Hungria que muitas vezes endereçamos algumas experiências vividas em Osasco e região e claro também a minha vida “cigana” nestes 40 anos pelo mundo no atrevimento de cobrir eventos esportivos de grande envergadura, como por exemplo, a de 7 Copas do Mundo.  

RECEBI com aguçado “apetite” o livro “memórias: algumas histórias de Lucas Pavão na Vila Osasco”, de nosso amigo comum Amaury Pavão e os fatos ali registrados são parte de uma história arrebatante e envolvente de uma Osasco, nos seus alegres primórdios. Como diz e concordo “a caçada de paca”, no Rio Tietê, faz o Amaury uma deliciosa volta ao passado. Que bom...

CARO Dr. Hungria, com relação a sugestão de editarmos uma coletânea de nosso Check-Up, que seja bem vinda. Até o título sugerido é muito legal. Apenas como adendo todo este material está editado em três jornais osasquenses e ao longo destes 32 anos, são milhares de páginas. É apenas o caso de separarmos o joio do trigo. Que bom que o amigo tenha este sonho, e muito breve poderemos realizá-lo. Um grande abraço deste amigo que o admira e que um dia possamos ao lado do amigo Amaury, degustarmos uma fantasiosa carne de paca...

OUTRA carta que desejo agradecer, vem do amigo Paulo Eduardo, que intitula “As Jacas do Baltazar”: “Quando eu trabalhava em Osasco, precisamente na Itapemirim na Praça. Antonio Menck, tinha um rapaz que trabalhava neste jornal e ao mesmo tempo distribuía o jornal. Rapaz simples, comunicativo e lembro até que em certa época ele tinha um programa numa rádio comunitária. Era um prazer quando ele gentilmente nos trazia o jornal. Mas lembro de uma reportagem que marcou muito, que foi AS JACAS DO BALTAZAR. Eu sempre fui voltado para a natureza e depois desta reportagem passei a tratar quase todas sementes de frutas e legumes com mais “consideração”. Sempre que separo as sementes eu procuro quando possível, jogá-las em alguma mata ou terreno na esperança de germinarem. Dê uma abraço no rapaz que entregava o jornal (se ele ainda estiver por aí) e no Baltazar. Diga ao Baltazar que a reportagem que ele “plantou” deu semente de idéias. Felicidades”.

MEU caro Paulo, que bom que a história das sementes das rodovias da Suécia, que escrevi há algum tempo, mudaram sua opinião. Na época, citei como exemplo de sementes famosas, jaqueiras do córrego Bussocaba, bem no centro de Osasco, que servem ainda como testemunho que todo espaço pode ser usado. Escreva sempre e grato pelas palavras elogiosas.

DURANTE um café que tomei com o prefeito Rubens Furlan, nesta última semana em seu gabinete, ele confidenciou que nutre pelo seu secretariado uma enorme gratidão e disse que sem pessoas como elas, jamais teria atingido este fantástico estágio de popularidade em Barueri. Parabéns a todo secretariado desta importante cidade, cujo reconhecimento é evidente, feito pelo prefeito Furlan.

HOJE estarei a partir das 20h30 na Arena Barueri com Equipe Furacão da Rádio Terra AM 1330 KHz na transmissão do jogo: Grêmio Barueri x ASA de Arapiraca, pelo Campeonato Brasileiro Série B, com comando de  Adriano Zini e toda nossa equipe. Até lá nos 1330 KHz...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

OUTRO dia um velho amigo e assíduo leitor desta coluna, fez uma indagação sobre minhas andanças pelo mundo, no sentido de que já tenha enfrentado situações perigosas e de risco de morte, na verdade foram muitas e vou contar apenas algumas que certamente convivi com possibilidades bem trágicas.

CORRIA o ano de 1982, portanto há quase trinta anos, ocupava um cargo importante no governo do Estado de são Paulo. Era o coordenador de Turismo do Estado de São Paulo e fui participar em Manila, nas Filipinas do maior Congresso do Mundo, no campo do turismo. A delegação brasileira era composta de 25 pessoas de vários Estados.

AS duas maiores representações eram de São Paulo e da Bahia. Nesta época a Filipinas era governada pelo ditador Ferdinando Marcos e haviam movimentos políticos e de terroristas para tirá-lo do poder. Antes mesmo da nossa viagem, já existia uma preocupação por parte da nossa delegação, em relação a estes movimentos.

MAS assim mesmo, realizamos esta longa viagem, na qual fizemos duas paradas: uma nos Estados Unidos e outra no Japão. Chegamos dois dias antes da abertura do Congresso de Turismo (ASTA), e depois das medidas burocráticas de credenciamento, cumpríamos determinações do então presidente da Embratur, Miguel Colassuono, chefe da delegação.

NO dia da abertura a ser realizada num monumental salão no centro de Manila, nunca vimos tantos policiais e medidas de segurança, para proteger as autoridades do mundo todo, que ali estavam para discutirem medidas no campo do turismo. A nossa delegação foi dividida em duas partes: da Bahia mais no fundo e São Paulo e Rio de Janeiro mais à frente, no grande salão.

CERTAMENTE o que iria acontecer nos próximos minutos, ficaria marcado na minha mente para sempre. Enquanto um locutor dava orientações no palco, um estrondo monumental se fez ecoar nos fundos do amplo salão. Era uma gigantesca bomba colocada pelos terroristas para sacudir este grande congresso.

NAQUELE momento sem saber ao certo o que estava acontecendo, instalou-se um grande pânico, pessoas correndo buscando uma saída o mais rápido. Ao olhar para os fundos notei que a bomba houvera feito pela sua força, uma enorme clareira entre as poltronas. Várias e várias pessoas feridas e ensanguentadas gritavam por socorro.

ATÉ minha pasta de mão, que portava naquela oportunidade, acabei esquecendo e depois de alguns minutos, ficamos sabendo que parte da nossa delegação havia tido grandes problemas, a ponto de uma funcionária da Bahiatur de Salvador, infelizmente perder um braço naquela dramática explosão.

COM este incidente, o congresso foi cancelado e a minha preocupação era de sair o mais rápido possível daquele país. Lembro que fui até o aeroporto de Manila, e somente depois de uma semana poderia retornar ao Brasil, mas quase compro uma passagem para o Vietnã. Na verdade, queria ir para qualquer lugar, menos ficar próximo dos terroristas das Filipinas, estava muito assustado.

CURIOSAMENTE depois disso tudo, todos nós estrangeiros éramos monitorados por soldados do exército filipino. Recordo que para ir ao banheiro, era seguido por um policial armado com uma metralhadora. Foram alguns dias que passei nas Filipinas de grande tensão e de enorme ansiedade. Desta confusão jamais esquecerei, pois vi a morte bem de perto...

OUTRA grande mancada aconteceu na Coréia do Sul em 2002. Tão logo estava terminando a Copa do Mundo, tentei conhecer a fronteira mais protegida do mundo, entre as duas Coréias: do Sul e do Norte. Em Seul dois agentes disseram que por 300 dólares iriam mostrar esta fronteira, inclusive um túnel de quatro quilômetros.

NUM primeiro momento até aceitei fazer esta perigosa “visita”, já estava marcando a hora para irmos ao local. Acontece que no balcão do hotel puxaram um documento escrito em espanhol, que dizia que teria que usar colete à prova de bala e se caso acontecesse algo comigo, tudo seria de minha inteira responsabilidade, e que meu corpo seria encaminhado ao Consulado Brasileiro em Seul. 

COMO se diz na gíria, acabei dando um verdadeiro “cavalo de pau” e recuei a todo vapor: afinal por que teria que correr todo este risco, se ao menos não tenho nenhum parente coreano? Agradeci e continuei com a minha curiosidade de conhecer o local, que até pombo correio é fuzilado pelos policiais da Coréia do Norte. Ufa, quem não quer confusão que fique em casa comendo arroz e feijão, longe de um prato de cachorro assado...

AMANHÃ estarei às 15 horas com a Equipe Furacão da Rádio Terra AM 1330 KHz na Arena Barueri, transmitindo: Grêmio Barueri x Portuguesa e terça-feira, 14, direto de Campinas às 18h30: Ponte Preta x Grêmio Barueri, pelo Campeonato Brasileiro Série B, com Adriano Zini, Toni Marchetti e César Roberto. Até lá...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

QUANDO fui para os Estados Unidos pela primeira vez, não lembro bem o ano, mas certamente faz mais de 30 anos, algumas novidades chamaram bastante a minha atenção. Uma delas, foi de ver carrinhos de supermercados todos largados nos pátios de estacionamento e nas ruas.

NESTA época no Brasil, o sistema de supermercados ainda era muito incipiente e estava na sua fase de adaptação. Em Osasco existia um defronte aos salões da A.A. Floresta, na Rua Primitiva Vianco. Ao ver os carrinhos largados, logo pensei o que seria esta situação no Brasil? Será que existiria algum para contar a sua existência...

EM três décadas tudo mudou. As tradicionais vendas e empórios, onde as famosas cadernetas para o pagamento no final do mês faziam a festa, já não existem mais, as vi recentemente no nordeste do Brasil, especialmente no Ceará, portanto a racionalização e agilidade chegou com força total.

NA primeira oportunidade que estive nos Estados Unidos há trinta anos, outro detalhe que deixou-me curioso foram as lojas e casas de aluguel e vendas de roupas usadas, ou seja, aquilo que nós chamamos de “brechó”. Curiosamente até hoje este tipo de comércio não decolou, ainda que existam alguns deles.

POR QUE será que este tipo de negócio não aconteceu? Outro dia, um empresário meu amigo, disse que no Brasil há um enorme preconceito entre as pessoas em não usarem roupas dos outros. Sei lá se acontece asco ou algum tipo de rejeição, mas o brasileiro é avesso a este tipo de comportamento.

DE minha parte até entendo tudo isso, mas qual destas pessoas no Brasil já não dormiu num hotel, onde os lençóis e fronhas foram usados por tantas pessoas estranhas. Alguns deles chegam a ter uma cor amarelada de tanto uso e ninguém, nestes casos, reclama, é o caso também das roupas hospitalares.


ATÉ mesmo as toalhas de banho nos hotéis chegam a ficar até endurecidas de tanto uso e assim mesmo, todos nós as usamos sem reclamar. Já ouvi uma expressão várias vezes, que tudo que é “lavado fica novo”. Mas que nestes casos há um grande paradoxo de comportamento, sem dúvida há mesmo.

AFINAL no caso de uma festa importante, porque gastar tanto para uma roupa nova, se ao seu alcance existe nos “brechós” uma talhada e bem passada e claro, superlimpa à sua disposição e por um preço superacessível. Ultimamente tenho visto, especialmente no centro de Osasco e Barueri, lojas que oferecem estes tipos de locação de roupas com inusitado sucesso, ainda bem...

E para finalizar, se você meu caro amigo, ainda continuar com o preconceito de não usar este tipo de serviço, lembre-se do hotel que você ficou um dia  e daquele banho enxugado numa toalha endurecida e amarelada pelo tempo e pense com firmeza, que tudo que se “lava está novo” e ponto final, boas economias a todos que necessitem ir a grandes festas. Combinado? legal...e sucesso!

NA cidade de Barueri há números que impressionam, especialmente na área da saúde. Por exemplo, o Hospital Municipal de Barueri, considerado como um dos mais modernos estabelecimentos do gênero, completou três anos neste último dia 29. E neste terceiro ano de funcionamento os números são impressionantes.

SEGUNDO o que o prefeito Rubens Furlan disse nesta última sexta-feira, já realizou cerca de 16 mil cirurgias, mais de 15.000 internações, 200 mil atendimentos ambulatoriais, inclusive com exames. Mas de 13 mil atendimentos de urgência e emergência. Mais de 10 mil exames de tomografia computadorizada e 12 mil procedimentos de hemodiálise.

OS números falam por si mesmo, o Banco de Sangue coletou mais de 4,6 mil bolsas, desde a sua inauguração em agosto de 2010. Inaugurado em 29 de maio de 2008, com total construção por recursos próprios da prefeitura, o prédio conta com 304 leitos divididos em 241 de enfermaria, 41 de UTI e 22 leitos berçário de alto risco.

LEMBRO muito bem que, quando este hospital estava em fase de conclusão, o secretário de Saúde de Barueri foi despachar com o prefeito Rubens Furlan sobre os tipos de leitos na UTI e disse que tinha três orçamentos para o prefeito decidir. Furlan dobrou todos os orçamentos e disse ao seu leal servidor o seguinte:

“Meu caro secretário, quero os mesmos leitos que existem no Hospital Albert Einstein, levante seus tipos e modelos...”. O assustado secretario de Saúde indagou ao prefeito Furlam se ele sabia do valor destes leitos importados dos Estadps Unidos? Furlan simplesmente retrucou: “...custe o que custar é este que quero para a minha gente de Barueri...”

E assim foi feito, Furlan não abre mão dos padrões de qualidade, especialmente quando o assunto é de saúde pública. Visitar o Hospital de Barueri é sem dúvida visitar uma casa de saúde de primeiro mundo. Foi-se o tempo em que, quando havia algum paciente supergrave, tínhamos que mandá-lo para São Paulo, agora é encaminhado para o moderno Hospital de Barueri.

FOI linda a festa na Arena Barueri no último dia 27 de maio, quando do retorno do Grêmio Barueri. Foi uma festa de arrepiar e uma grande vitória do futebol da nossa região. Furlan, ao meu lado na cabine da Rádio Terra e Equipe Furacão, foi às lágrimas. Mais de 13 mil pessoas compareceram neste jogo diante do Bragantino. Nós da Furacão estamos transmitindo todos os jogos do Barueri pela Rádio Terra AM 1330 KHz, pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

DE vez em quando, dependendo dos lugares que necessito ir à cidade de São Paulo, deixo meu carro nas imediações da Estação de Osasco e vou de trem até a Estação Júlio Prestes. O tempo de demora, gira em torno de vinte e cinco minutos e claro neste meio de transporte você se vê livre do congestionamento.
ESTOU na região Oeste, mais especialmente em Osasco e Barueri, há mais de 70 anos. Portanto, tenho acompanhado com muito interesse não somente o conjunto de nossa região, mas especialmente tudo que diz respeito ao deslocamento de pessoas.
DESDE pequeno, lá pelos anos 50, para ir a São Paulo, ou você apanhava o subúrbio da saudosa Sorocabana ou encarava os velhos ônibus da Viação Guerra, e em seguida os “Papa Filas”, uns monstrengos que há alguns anos fui revê-los em Havana, a envelhecida capital de Cuba.
ESTUDEI na Escola Técnica de são Paulo de 1950 a 1954, e ao longo de quatro anos e todo santo dia, tinha que ir e voltar. Os trens demoravam muito tempo. A regularidade de horários era precário e somente de hora em hora (e olhe lá...), podia-se viajar. Já naquela oportunidade nos horários de pico, os trens sempre superlotados.
COM o passar do tempo, as nossas cidades foram crescendo e crescendo, forçadas por serem cidades dormitórios e sede de grandes empresas industriais. Desde 1895 – portanto há 116 anos -, a estação de Osasco no Km 16, doado por Antonio Agú, os trens começaram a parar aqui, embora nesta época não houvesse trens especialmente para passageiros.
NO início eram apenas trens de carga, mas com a pressão dos moradores, surgiram os trens de passageiros. O fato curioso é que como os trens de passageiros eram poucos, às vezes, por necessidade de horário, as pessoas viajavam nos trens de carga, o que era permitido pela Direção da Estrada de Ferro. Imagine que o sufoco vem de bem longe...
A cidade de Osasco cortada pelo Rio Tietê, assim a zona sul era de um lado e a zona norte de outro. O detalhe que a ligação entre estes locais era feita por uma balsa, presa num cabo de aço. Quando chovia forte, era comum esta balsa ser arrastada pelas águas das chuvas. Depois vieram as pontes de tambores, não é bom nem lembrar, outra aberração que passou para a história.
ERA uma técnica militar, este sistema de travessia. Vários tambores presos por cabos de aço e uma precária plataforma para os pobres pedestres atravessarem, de Presidente Altino até a Vila São José. Também eram vulneráveis com as chuvas fortes e não rara vezes, tive que ficar do lado de cá, pois residia no Rochdale.
EM síntese a melhoria dos meios de transportes em nossa região sempre foram lerdos e esquecidos, pelas autoridades. Já era hora de todos nós sermos presenteados por um moderno sistema de metrô. Chega de camuflar os nossos trens em metrô. A Estação de Osasco está em reforma há muito tempo, prá não dizer que suas obras estão literalmente paralisadas, até parece obra para Copa do Mundo no Brasil!
TUDO por ali é na base do improviso. Velhas e precárias escadas de acesso, imagino os aposentados subindo aqueles monstrengos. Na hora da chegada do trem, todos literalmente lotados. Até agora não vi NINGUÉM que nos represente na qualidade de deputado, que incitasse um movimento pra valer e conseguir pelo menos uma “proposta” de viabilidade para a nossa região, que soma quase três milhões de pessoas.
O que todos tem que entender, que o nosso crescimento é bem maior do que a capacidade de realizar obras. Lembro que há anos o Governo Estadual disse que a realização do Corredor Oeste (Itapevi - Osasco ), seria a salvação da “lavoura”. Que nada... Há trechos prontos (Barueri) e outros abandonados.
ATÉ mesmo a Rodovia Castelo Branco passou a ser a grande “avenida” da região, inclusive com as “rápidas” instalações de pedágios (estas obras são perfeitas e não atrasam nunca!!!). Não adianta tapar o sol com peneira, até a rodovia em determinadas horas na nossa região, vira um congestionamento só... 
TENHO viajado bastante por este mundo. Tenho visto muitas tranqueiras, mas também tenho visto grandes e audaciosas obras, para tentar resolver o grave problema de deslocamento humano. Creio que chegou a hora de pensar grande, pensar em soluções modernas, por exemplo, que venha o METRÔ pra valer, para nossa região e chega de enrolar... e grandes avenidas para suportar a demanda.
FOI em 1928 que surgiu o primeiro conjunto musical em Osasco: o Jazz Band Galo Preto. Seus fundadores Umberto de Lucia (saxofonista) e Chiquinho Pavão. Este conjunto musical teve a duração de 28 anos e foi famoso. Em 1954 surge a Corporação Musical de Santo Antonio, que alguns dizem que tocavam em troca de churrasco e cerveja. Não esquecer, da Orquestra de Toni Durian e seus Big Boys, sucesso em todo Brasil, nos anos 50.
O prefeito Rubens Furlan, super entusiasmado com o retorno do Grêmio Barueri no Campeonato Brasileiro da série B, disse que teremos uma grande equipe ainda este ano. É bom lembrar que a Equipe Furacão de Esportes da Rádio Terra AM 1330 KHz, transmite ao vivo todos os jogos do Grêmio Barueri.
ANOTE para não esquecer: Nesta sexta-feira às 21 horas da Arena Barueri: Grêmio Barueri x Bragantino e na próxima terça-feira, 31, direto do Recife: Sport Recife x Grêmio Barueri, com Adriano Zini, Toni Marchetti e este amigo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O mundo está ficando cada vez mais globalizado. Vendemos e compramos mercadorias de todas as partes. A comunicação passa a ser um instrumento vigoroso e primoroso para nos entendermos. Na maioria das vezes o idioma inglês é o mais usado, entretanto, há casos em que a coisa fica muito complicada.

NO ano de 2002, fiquei quase dois meses com a Equipe Furacão de Esportes na Coréia do Sul, na cobertura da Seleção Brasileira de Futebol na Copa. O Brasil treinado pelo Luiz Felipe Scolari escolheu como sua sede, a pequena cidade de Ulsan, situada a mais de 600 quilômetros da capital Seul.

NESTA cidade ficamos quase um mês, lado a lado dos preparativos da nossa Seleção. Ulsan tem aproximadamente 1 milhão de habitantes e a maioria da sua gente, todos ou quase todos, trabalham nas empresas do grupo Hyundai, que inclusive bancou a construção do estádio, onde o Brasil estreou.

PELA sua posição geográfica e bem distante da capital, Ulsan mantém bastante as suas raízes e cultura milenar. Todos os dias há dois barcos grandes que fazem a travessia do mar do Japão, entre Ulsan na Coréia até Hiroshima no Japão, num tempo estimado de quase três horas.

CONFESSO que trago gratas lembranças desta cidade e de seu povo, bastante gentil e fidalgo. O grande problema em viver um bom período neste lugar, sem dúvida, foi comunicação. Eles só falam o coreano e nada mais, de nossa parte o português e arranhamos o inglês. Daí...não dá liga.

NA base da mímica resolvíamos boa parte de nossos problemas, mas quando chegava a hora de comer o “bicho pegava”. Tudo ou quase tudo que eles comem, nós não comemos por aqui e vice versa. A base da alimentação na Coréia é uma farinha de peixe, que serve como base para todos os pratos, na verdade são cumbucas de barro, cujo cheiro é de doer os miolos.

LEMBRO bem que numa noite, nós da Furacão e mais dois companheiros do rádio baiano, com uma fome de “leão”, resolvemos jantar num restaurante, até bastante luxuoso, bem no centro da cidade de Ulsan. Entramos e as garçonetes coreanas com trajes típicos e com largo sorriso, nos encaminharam para uma mesa bem de canto.

AQUI teve início a “encrenca” da comunicação. Pedir o que? Feito do que? Cada um de nós recebeu o menu todo escrito em coreano, na verdade é um bocado de risquinhos. Todos seriamente observavam o menu e alguém fazia a clássica pergunta: “... e aí o que vamos comer?” Certamente ninguém tinha a resposta...

O repórter da Equipe Furacão, Toni Marchetti, procurou usar a velha técnica de examinar o que as demais mesas tinham em matéria de comida e claro para quem sabe, depois de apreciar, chamar o garçom e pedir o mesmo, com um gesto de dedo, mas até mesmo o experiente Marchetti sucumbiu diante daqueles pratos exóticos.

CONCLUSÃO óbvia que todos chegamos, vamos ter que jogar no “bicho” e torcer para dar certo. Não deu outra, cada um colocava o dedo no cardápio e dizia ser aquele que gostaria de jantar. A rigor ninguém sabia nada, absolutamente nada, daquilo que havia pedido. Foi mesmo uma loteria. Era aguardar e torcer. O tempo passou...

LÁ pelas tantas, vem uma “equipe” de coreanos com os pratos por nós sorteados e um deles pegava uma cumbuca e dizia, imagino, que perguntava em coreano de quem era aquela escolha. Foi uma zona na mesa, ninguém queria aquela esquisita sopa cor de abóbora cheirando a peixe fisgado há algumas semanas.

NINGUÉM gostou de nada. O repórter da Equipe Furacão Abrahão Cesar colocou na cabeça que sua “sopa” tinha uns ossos, que na opinião dele era de uma cabeça de cachorro. Conclusão é que sequer tocou na dita cuja. Até hoje quando lembramos da sopa coreana, ele ameaça vomitar e fazer aquela cara de quem não comeu e não gostou.

PRA terminar bem a noite naquele memorável jantar, veio a conta super dolorosa, tentamos até contestar, mas como? Que tipo de comunicação usaríamos para reclamar do preço? Pagamos depois de meia hora de acertos e contas divididas, aquela velha história que todos conhecem ao fechar a conta num restaurante. Ah! Na saída serviram um cálice de uma bebida, cujo cheiro lembrava um cano de guarda chuva envelhecido...

PORTANTO meu amigo, que fique bem claro, que quando você não está na sua terra, procure se adaptar aos hábitos, usos e costumes de cada país. Na Coréia do Sul, aprendi que há um grande respeito pelo semelhante, mas na alimentação não adianta chorar: ou você come o que tem por lá ou morre de fome. Certamente a primeira hipótese é a que vale..., portanto a melhor prova é que estou escrevendo esta história para você.

NA volta do Grêmio Barueri para a sua base, muita gente participou do projeto. Mas, especialmente o Secretário de Esportes Carlos Zicardi e o empresário no ramo calçadista Domingos Britto, foram fundamentais. Assim a região Oeste, continua mantendo uma boa força no futebol profissional.

NESTA sexta-feira, a partir das 20h30 a Equipe Furacão da rádio Terra AM 1330 KHz, estará falando da cidade de Goiânia, na transmissão do jogo valendo pelo Campeonato Brasileiro da Série B, Goiás x Barueri. Adriano Zini comanda a Furacão. Boa sorte Grêmio Barueri na sua estreia no Brasileirão B.

domingo, 15 de maio de 2011

VÁRIOS amigos que apreciam a nossa coluna semanal questionam a este jornalista, que gostariam que fosse transcrito boa parte das matérias publicadas num livro, alegando que certamente teriam muitas coisas interessantes e fatos curiosos, que aconteceram ao longo destes trinta anos. 

EM primeiro lugar é bom lembrar que o nosso Check-Up estará completando 33 anos no dia 18 de agosto. Aliás, tudo começou no ano de 1978, quando necessitei realizar um estágio da Faculdade de Jornalismo. Incentivado pelo meu amigo e já falecido Carlos Alberto de Araújo Faria, fundador do jornal A Rua, administrado até hoje pela sua esposa Clara Rodrigues Faria.

CERTAMENTE não poderia ter um professor melhor. Carlos Faria iniciou sua carreira no jornal O Dia, redator do Popular da Tarde e Folha de São Paulo. Era um jornalista, cuja vocação extrapolava a tudo e a todos. Sempre segui sua orientação sábia e racional no jornalismo. Meus primeiros passos no Check-Up tiveram a condução segura do Mestre Faria, a quem sempre rendo minhas homenagens.

NO início do meu trabalho nas páginas do jornal A Rua, até mesmo o nome da coluna, foi autoria de Faria. De lá para cá, nunca mais o Check-Up deixou de ser publicado: teve início no A Rua, depois no Grande Osasco e nestes últimos anos no Correio Paulista. Com certeza, creio que quase toda a vida desta coluna, pode ser juntada nestes três jornais osasquenses.

PARA os meus amigos que gostariam de ver tudo em um livro, é bom ressaltar, que boa parte teria que ser adaptada e outra desprezada. Para se ter uma pálida idéia da quantidade de material publicado, ao longo de quase 33 anos, fiz um cálculo aproximado de que escrevi ao todo 1660 colunas, que medidas em papel sulfite representam aproximadamente 4800 folhas, ou seja, todas empilhadas dariam 50 centímetros de altura.

RESUMINDO é um trabalho e tanto, adaptar todo este material em livro. É claro que teríamos que ter um jornalista pesquisando quase 1700 colunas e filtrando tudo de interessante e eliminando as gorduras prescritas pelo tempo. Também muitas histórias podem ser rejuvenescidas. Há no processo todo, boa parte de fatos que fizeram a história de Osasco e de toda nossa região Oeste.

AINDA não decidi se irei realizar este trabalho, mas os insistentes pedidos para fazê-lo por parte de muita gente que gosto, deixou minha mente em ebulição. Necessariamente todo este material passa por fatos verdadeiros que aconteceram comigo, nesta vida cigana em boa parte do mundo.

COM certeza ainda voltarei a este assunto, quem sabe vamos fazer um livro cujo teor possa perpetuar as maluquices de um jornalista carimbado com o Título de Cidadão Osasquense, de autoria do vereador Sebastião Bognar. Já escrevi ao todo três livros, a maioria biográficos, agora falta transformar o Check-Up, num livro bem “gordinho”, pois material é que não falta...

OUTRO dia estava fazendo meu programa de rádio e um jovem osasquense telefonou perguntando quem foi José Liberatti, que empresta seu nome aos dois mais importantes centros esportivos de Osasco: Ginásio de Esportes e Estádio Municipal no Rochdale. É verdade, os mais jovens desconhecem a história de Osasco e não custa nada relembrar quem foi a figura ímpar e querida do ex-prefeito de Osasco Professor José Liberatti.

ELE era funcionário público de carreira, sua função ensinar crianças. Veio para Osasco de São Manoel e no bairro do Rochdale, foi Diretor por 17 anos da conhecida Escola Estadual Júlia Lopes de Almeida. Foi tamanha a sua integração junto à comunidade (suas festas juninas eram famosas), que o prefeito Guaçu Piteri o escolheu para ser Secretário da Educação de Osasco.

SEU trabalho teve repercussão que o próprio prefeito Guaçu Piteri, o apoiou para disputar a eleição em Osasco, que aconteceu no dia 30 de novembro de 1969 e sua posse deu-se no dia 01 de fevereiro de 1970 e governou apenas por três anos, onde numa pescaria no Pantanal foi picado por um mosquito e veio a falecer prematuramente.
SEU enterro foi um dos maiores que a cidade de Osasco conheceu. Nesta altura era uma personalidade conhecida por todos. Assim nada mais justo do que o Grande Ginásio de Esportes em Presidente Altino, que comporta 4500 torcedores e o Estádio de Futebol do Rochdale levarem seu nome, fazendo justiça assim, ao seu empenho e trabalho realizado em Osasco. Era muito meu amigo e era uma figura espetacular.

AINDA é bom lembrar que o Estádio Municipal atualmente, com capacidade para 15 mil torcedores, foi inaugurado em 26 de dezembro de 1996, pelo então prefeito Celso Giglio, curiosamente esta data foi um dia após o dia de Natal. Até hoje este Estádio é conhecido pelo nome de JOSÉ LIBERATTI. Portanto está explicado ao ouvinte que fez esta indagação.

NESTE domingo, a partir das 15h30 estarei com a Rádio Terra AM 1330 KHz e Equipe Furacão de Esportes, na  transmissão direto de Santos da grande final do Paulistão 2011, entre Santos x Corinthians, com narração de  Adriano Zini, reportagens Toni Marchetti e toda a equipe de César Roberto. Até lá nos 1330 KHz da Terra AM.